segunda-feira, 8 de junho de 2015

Todos os que dizem crer em Deus necessariamente são bons?

foto: pixabay


O senso comum afirma que para alguém ser bom ter que crer em Deus. Mas logo há a resposta de ateus e agnósticos afirmando que para alguém ser bom não precisa, como por exemplo, a Angelina.

Um cristão que acha que alguém para ser bom tem que ser religioso não leu sua bíblia direito. E um ateu que acha que a religião (pelo menos a cristã) ensina isso também está equivocado.

Vejamos o que Paulo disse quando escreveu aos romanos: 

Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei;

Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;



Na epístola em questão o apóstolo está fazendo o contraste entre o judeu que conhecia a lei e o gentio que não conhecia. E ressalta que muitos gentios vivam melhor do que judeus. Claro que o gentio em questão não era um ateu, mas era alguém que, na percepção judaica, não conhecia a Deus de modo algum.

Logo, as Escrituras não escondem a realidade de que crentes não são necessariamente bons, ou ainda, podem ser piores do que os incrédulos. Veja o que Paulo disse quando escreveu aos coríntios:

Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem possua a mulher de seu pai. 1 Coríntios 5:1

Ou seja, estava acontecendo na igreja coisa que não ocorria nem na sociedade!

Portanto, os religiosos que acham que os crentes necessariamente são melhores estão equivocados. E os ateus que acham que o evangelho ensina isso, também estão errados. Ninguém precisa ser crente para ser bom. Podemos então julgar alguém por suas crenças?

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