quinta-feira, 25 de junho de 2015

Liberação do uso de drogas e narcotráfico

Pixabay

O filho do famoso traficante Pablo Escobar é da opinião que a atual forma como o tráfico de drogas é combatido só ajudará a criar novos "Pablos Escobares", conforme noticiou BBC Brasil.

Não são poucos os que sustentam que combater as drogas proibindo-as só gera algo muito parecido com o que aconteceu nos EUA quando da proibição do álcool: o surgimento das máfias.

Isso porque uma pessoa não deixava de beber só por conta da lei que proibia o álcool. Logo, se não poderia comprar no mercado, ia procurar do traficante. Pelo risco que corria, o traficante não poderia cobrar tão barato. E por conta da concorrência neste mercado paralelo, tinha que se armar, com armamento mais sofisticado que dos inimigos. Para não ser preso, pagava "proprina" às autoridades, e descarregava a metralhadora na concorrência recrutando jovens dentre a pobreza. Políticos trabalhavam a seu favor. 

Acho que já vimos esse filme em algum lugar...

Outros da escola mais liberal afirmam inclusive que uma pessoa tem o direito de fazer o que quiser com o próprio corpo e que se intrometer nisso é invadir uma área de privacidade, um direito individual. Curiosamente, é realmente isso que o Supremo Tribunal Federal irá discutir em um recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. A Suprema Corte irá verificar se usar ou não drogas é um direito que a pessoa tem, tendo em vista seu direito à privacidade.

Outros ainda afirmam que  liberar daria condições ao Estado de tratar isso à luz do dia. Não que isso fosse resolver todos os problemas. Haveria muitos doentes e viciados a serem tratados, como no caso do álcool.  A produção e a venda poderiam ser tributada e fiscalizada. Geraria empregos e coisas do tipo.

Mas alguém não poderia querer produzir e vender paralelamente a droga?

Poderia, mas o consumidor provavelmente iria preferir algo um pouco mais seguro. Por exemplo, o cigarro. A maioria hoje (ou quase ninguém) compra aqueles cigarros falsos, que costumavam vender por aí. Preferem pagar um pouco mais caro, mas saber que estão consumindo algo de melhor qualidade.

O efeito da liberação ainda poderia acabar por tirar aquele ar de coisa proibida, que é tão atraente aos jovens em período de formação, argumentam outros.

Liberar não poderia aumentar ainda mais o consumo? Talvez sim. Mas não parece que foi isso que apontou uma pesquisa realizada nos EUA, conforme apontou o editorial Legalização sem temor, da Folha de São Paulo. Segundo tal editorial, nos estados americanos em que a maconha foi liberada para fins "recreacionais" (engraçado esse termo), parece que não houve um aumento tão grande assim.

Mas um cristão poderia apoiar uma liberação deste tipo?

A maioria provavelmente, entende que não. Entretanto, os cristãos podem ter diferentes opiniões a respeito de muitos assuntos, entre estes, o da liberação das drogas. Creio que irá evitar usá-las, pois entende que seu corpo é templo do Espírito Santo, e que deve viver para a glória de Deus. Mas talvez possa chegar a conclusão de que liberar, embora inusitado, no final das contas possa ser melhor para a sociedade, de modo geral.

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