quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tropeçar no falar



"Se alguém não tropeça no falar é perfeito varão, capaz de refrear também todo o seu corpo" (Tiago 3.2)


Infelizmente somos assim. Tropeçamos no falar, o tempo todo.

Quando dois amigos cristãos se reúnem para falar, vão falar do que lhe é mais comum; e infelizmente, muitas vezes o que lhe é comum são as críticas a outros irmãos da sua própria igreja.

Damos um ar de espiritualidade, preocupação, mas na verdade, o que queremos mesmo é "desabafar", expor nossa crítica, nosso ponto de vista, enfim.

Nestas horas, o que deveríamos fazer mesmo é um jejum de palavras!

Daí, talvez, algumas dicas possam ser úteis para evitarmos tais tropeços.


Cuidado ao falar de pessoas ausentes. Talvez uma boa regra seja pensar se, o que você está falando de quem está ausente, seria a mesma coisa que diria caso ela estivesse presente. Se for algo que não diria, provavelmente estará pecando. Há um dito de Roger de Taizé que admiro muito, quando ele diz que "o evangelho não nos torna juízes uns dos outros". Não podemos fazer de nossas conversas particulares tribunais em que somos, ao mesmo tempo, promotores e juízes!

Analise a finalidade, a intenção com o qual você está falando. Talvez você esteja aconselhando um filho, ou um amigo seu a não andar com determinada companhia, por exemplo. Você diz a seu filho: "não ande com fulano pois ele tem se envolvido com o crime". Isso não significa que na primeira oportunidade que você encontrar com o tal "fulano" terá que dizer na cara dele que é um criminoso, tão somente para ser autêntico. Não seria sábio. Ocorre que sua intenção foi legítima em proteger seu filho, daí, penso, não há pecado nisso.

Outro princípio é tudo o que disser, faça-o para a glória de Deus. O cristão deve fazer tudo para a glória de Deus. Vestir-se, trabalhar, comprar, comer, falar, etc. Se você aplicar esta regra, poderá perceber que, muito do que iria dizer não glorifica a Deus, e talvez seja melhor ficar calado. Isso não significa que só abrirá a boca para falar de religião, etc, mas sim de que, tudo o quanto diz, tem uma finalidade útil e edificante para aquele momento em específico.

Cuidado também com o efeito que sua fala produz. As Escrituras dizem que devemos transmitir graça aos que nos ouvem. Quem recebe graça, sente-se agraciado, presenteado com a nossa fala. Quem nos escuta deveria sentir-se como alguém que recebeu um presente. Outro dia, fiquei tirando um sarro de um amigo corintiano pelo fato deste time não ter vencido nada no seu ano centenário. Percebi que ele ficou meio decepcionado, como que não esperando que eu dissesse aquilo. Pareceu não ser nada de mais, objetivamente falando; entretanto ele se entristeceu, de modo que é melhor não brincar assim com ele.

Enfim, com a ajuda de Deus, e a observação de sua Palavra, poderemos evitar a prática de tal mal. E o interessante é que a tese de Tiago é que, se conseguirmos controlar a nossa língua, conseguiremos nos controlar em todo o resto. Não custa tentar, não é mesmo?


Senhor, nosso Deus e Pai.
Perdoa-nos se em nossa arrogãncia e falta de atenção
fomos pouco caridosos ao falar de nossos irmãos.
Ajuda-nos a nos controlar no nosso falar
Para que de nossos lábios só saia o que for agradável a ti.
Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...