segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Arminianismo e Catolicismo Romano

Seguem abaixo algumas passagens acerca do livro arbítrio nos cânones do Concílio de Trento.


814. Cân. 4. Se alguém disser que o livre arbítrio do homem, movido e excitado por Deus, em nada coopera para se preparar e se dispor a receber a graça da justificação - posto que ele consinta em que Deus o excite e o chame - e que ele não pode discordar, mesmo se quiser, mas se porta como uma coisa inanimada, perfeitamente inativa e meramente passiva - seja excomungado [cfr. n° 797].


815. Cân. 5. Se alguém disser que o livre arbítrio do homem, depois do pecado de Adão, se perdeu, ou se extinguiu, ou que é coisa só de título, ou antes, titulo sem realidade, e enfim, uma ficção introduzida na Igreja por Satanás - seja excomungado [cfr. n° 793 e 797].

Tais artigos foram elaborados claramente contra a fé reformada.

Alguns anos após Calvino, um de seus discípulos, Jacob Armínius negou a doutrina da predestinação dos eleitos, conforme elaborada po seu meste.

Há uma substância teológica muito forte entre o catolicismo romano e o pensamento arminiano, que caracteriza o metodismo, o pentecostalismo e a ortodoxia? Sinergismo é o nome que se dá quando se entende que “as energias” do ser humano cooperam com as de Deus para a salvação. É por isso que muito pensadores reformados (calvinistas) já acusaram o arminianismo de uma volta ao catolicismo? (E um cristão ortodoxo já me disse que o arminianismo é uma volta protestante à ortodoxia). Curiosamente, um crente pentecostal, desde que não influenciado por ideias calvinistas, está mais próximo do catolicismo, neste aspecto, do que da fé calvinista?

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