segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Quem permanece nele, não peca

“Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu” (1 João 3:6).


Quem permanece em Cristo, não peca. Isso significa que, para pecarmos, temos que “sair”, “nos separmos de Jesus”. Como permanecer n’Ele, então, para não pecar? Onde Cristo está, para que, nele permanecendo, não venhamos a cair em tropeço? Qual é o local mais próximo em que o Filho de Deus está, para que, unidos a ele, não venhamos a nos unir ao pecado?


Creio que o “lugar” em que Cristo está mais próximo de nós é em nós mesmos. Jesus habita em nós pelo Espírito Santo que nos deu. As Escrituras dizem que Jesus habita em nosso ser. Talvez por isso os antigos monges diziam para “permanecermos em nós mesmos”. Santo Agostinho disse que constantemente deveríamos buscar as orientações desse nosso “Mestre” interior.

Há muitas coisas no mundo que nos querem “tirar de nós mesmos”. Fazer com que “percamos” o contato com o Cristo interior para que possamos nos unir a elas. E, não permanecendo em Jesus, estaremos aptos para pecar. Acho que esta é a essência da tentação: tentar no separar do Cristo. Daí o porque da renúncia, da ascese, da concentração nas coisas do alto (Colossenses 3).

Permanecer em si mesmo a fim de que permaneçamos em Cristo não significa que devamos todos escolher a via solitária (na verdade, tenho lá minhas dúvidas sobre o real mérito de uma vida totalmente solitária - se ela não seria muito mais alicerçada em outras filosofias do que no evangelho). Muito pelo contrário, pois o próprio apóstolo diz que, “aquele que não ama, não conhece a Deus”. Daí, pela prática do amor aos irmãos, permanecemos em Cristo e não pecamos, pois Deus é amor, e, quem ama, conhece a Deus (afinal, se o "local mais próximo" que Jesus está de mim é em mim mesmo, o segundo lugar mais próximo é na vida do meu irmão que está próximo de mim). Todos os nossos atos devem ser feitos em amor. Une-se também ainda mais ao Cristo quem se aproxima da mesa da comunhão, pois “o pão que repartimos é a comunhão do corpo de Cristo, e o cálice que abençoamos é a comunhão do seu sangue”. E isso fazemos junto com o outro, não solitariamente. Na prática do amor, permanecemos em Cristo.

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