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Mostrando postagens com o rótulo #Teologia

A velha discussão Fé X Obras entre um católico e um protestante

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Um católico e um protestante dialogavam a questão da justificação: PROTESTANTE: O homem é salvo somente pela fé em Cristo Jesus. CATÓLICO; Nada disso, como disse São Tiago, o homem não é justificado somente pela fé, mas pela fé e pelas obras. A fé sem obras é morta. PROTESTANTE: Se um homem tiver uma fé viva, ele irá praticar boas obras. Se sua fé for morta, esta não pode salvá-lo. A Ausência das boas obras indicam que a fé esta morta.  CATÓLICO: As obras são meritórias para a salvação! PROTESTANTE: Eu entendo que as boas obras são um indicativo de que a fé de alguém é verdadeira, real e saudável; porém, não tornam uma pessoa digna da salvação. Paulo disse: não por obras, para que ninguém se glorie! CATÓLICO: Quando Paulo dizia que o homem não era justificado pelas obras, estava se referindo às obras da lei de Moisés. Ele não estava se referindo às boas obras de modo geral. PROTESTANTE; Mas que boas obras existem que não foram mencionadas pela lei de Moisés? Na lei diz que devemos ...

Redenção não é a punição de Jesus

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Parece ser muito comum a ideia propagada por muitos de que " Jesus foi punido em nosso lugar ". Penso que é uma ideia das mais propagadas pelos teólogos protestantes que conheço acerca da morte de Jesus, popularizada pelo termo "Substituição Penal". Entretanto, é preciso ter um pouco de cuidado com essa ideia, senão ela pode se tornar um tanto quanto estranha ao espírito das Escrituras. Através de um exemplo tirado do meio jurídico, vou tentar esclarecer o meu ponto. Digamos que a lei determine que, quem matar alguém, pode ser condenado a cumprir trinta anos de prisão. Digamos que uma determinada pessoa, o José, cometa um crime e seja condenado a cumprir tal pena. Entretanto, vem o Alfredo e diz para o Juiz: pode deixar que eu cumpro a pena no lugar do José. Aí, o Juiz, que é obrigado a aplicar a lei, se dá por satisfeito, condena Alfredo a cumprir os trinta anos de prisão no lugar do homicida. Ou seja, desde que alguém, ainda que inocente, cumpra a pena, o Juiz se ...

Tiago, Pedro, a teologia do processo e a soberania divina

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O primeiro apóstolo a ser martirizado foi Tiago, irmão de João (Atos 12.1). Foi passado ao fio da espada, por determinação de Herodes. Segundo o autor de Atos, em uma clara intenção de agradar os judeus, o governante mandou também prender a Pedro. Entretanto, o príncipe dos apóstolos teve um destino diferente. Ele foi liberto miraculosamente por um anjo (Atos 12.9). Ele estava preso, sob vigilância de alguns soldados. Depois, pela manhã, estes são executados, tendo em vista que Pedro fugiu. Alguém poderia perguntar: mas por que Deus libertou Pedro e não a Tiago? E o que dizer dos soldados que foram mortos, mesmo não tendo culpa alguma da fuga de Pedro? Não é injusto que eles morressem dessa forma? São perguntas pertinentes. Há algum tempo, estão surgindo teologias no sentido de que o Senhor não pode agir nesse mundo de forma sobrenatural, pois isso seria favorecer alguém e não a outro, demonstrando uma espécie de acepção de pessoas. Talvez a mais pertinente teologia que declare algo as...

Se Deus é bom, por que coisas ruins acontecem?

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Não sou o primeiro, e nem serei o último a meditar acerca deste assunto. Penso eu que Deus criou o mundo com determinadas leis. Uma delas é a lei da física.  Esta lei segue determinados parâmetros, dentro de certas condições. Se você se jogar de um prédio, irremediavelmente cairá, pois há uma lei operando. Haverá uma causa (você se jogando) e também um efeito (você caindo até dar de encontro com algo sólido que interrompa sua queda). Isso vale para todas as áreas da natureza, como na biologia e na química. Se entrarmos em contacto com determinado agente patogênico, provavelmente adoeceremos. Se misturarmos determinados elementos químicos, podemos gerar certos compostos, como remédios, ou mesmo criar armas. Se destruirmos as matas e florestas, haverá um resultado biológico em nosso ecossistema. Se poluirmos nossas praias, levaremos as tartarugas marinhas e outras espécies ao risco de extinção.  Assim também nas relações humanas. Posso escolher roubar, agredir, ma...

As fontes da Teologia Sistemática no pensamento de Paul Tillich

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O teólogo sistemático não pode reivindicar validez para a norma que ele usa, apontando para os pais da igreja, concílios, credos, etc. A possibilidade de que todos estes tenham incorrido em erro dever ser mantida pela teologia protestante com tanta radicalidade quanto Roma afirma o contrário em sua doutrina da infabilidade papal (Paul Tillich).  Este artigo tem como interesse básico refletir sobre o que o autor supramencionado entende que deve servir como fonte do teólogo sistemático protestante em seu trabalho de expor os conteúdos da fé cristã. Em meio a tanto fundamentalismo e radicalismo existente hoje no meio protestante/evangélico, talvez seja interessante fazermos uma reflexão sobre o tema supracitado tomando como base o pensamento deste renomado teólogo alemão em sua grande obra Teologia Sistemática, que no Brasil foi publicada pela primeira vez pela Editora Sinodal em parceria com as Edições Paulinas. Segundo Paul Tillich, a teologia “é a explanação metódica...

Graça preciosa X Graça barata no pensamento de Dietrich Bonhoeffer

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Para entendermos a obra de determinado autor, não podemos deixar de considerar um pouco do panorama histórico em que estava inserido. No caso de Dietrich Bonhoeffer, o contexto histórico é de uma Alemanha nazista, em um regime totalitário, e que foi considerado, talvez, o regime mais cruel da história da humanidade, levando-se em consideração que é relativamente recente. Interessante é que em boa parte de seus escritos teológicos, ele não faz referência direta à sua contestação ao nazismo; entretanto, este mesmo autor teve cassada a sua autorização para ensinar na Universidade de Berlim em 1936, justamente quando ensinava os princípios contidos em sua obra Discipulado (publicado no Brasil pela Editora Sinodal). Portanto, nesta obra, escrita sob rígida censura, talvez encontremos um chamado ao combate ao mundo, que, no contexto alemão, se submetia ao nazismo, bem como uma igreja organizada incapaz de exercer qualquer papel benéfico no contexto de então. Bonhoeffer nasceu em 4 de ...

O que é pneumatologia?

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Pneumatologia é o capítulo da teologia sistemática que estuda a pessoa do Espírito Santo e as suas obras. A palavra é formada pelos termos “pneuma” (vento) e “logos” (discurso). É o estudo sistemático da pessoa do Espírito Santo conforme demonstrado nas Sagradas Escrituras e na tradição cristã. Desde os primórdios da teologia cristã houve muitas controvérsias acerca do que seria o Espírito Santo. Seria tão somente outra forma de nomear a atuação de Deus? Ou algum tipo de força ou energia divina, ou ainda uma pessoa? E, se fosse considerado uma pessoa, seria divina ou não, Criador ou criatura? As primeiras controvérsias da teologia cristã se deram em relação à pessoa de Deus propriamente dito. Mestres gnósticos costumavam ser dualistas e dizer que o mundo tinha sido criado por um deus mal. O Deus bom seria um espírito puro, não se envolvendo com as coisas deste universo. A fim de salvar a humanidade, esse Deus bom deveria realizar várias emanações até se achegar ao nosso at...

Quem veio primeiro: A Igreja ou as Escrituras?

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U ma das perguntas mais interessantes na teologia é: as Escrituras geram a igreja, ou a igreja é gerada pelas Escrituras? De um lado, temos o posicionamento dos católicos. Eles dizem que é a Igreja que determina o que é ou não a Bíblia. De outro lado, estão os protestantes, que dizem que na verdade, são as Escrituras Sagradas que geram a igreja. Vamos analisar um pouco dos dois argumentos. A igreja gera as Escrituras : havia muitos escritos que reivindicavam para si a inspiração divina. Foi preciso um longo tempo de reflexão por parte da igreja, geralmente realizada por seus líderes para definir o que era ou não inspirado. Uma vez que a igreja definiu o que era ou não sagrado, fim de papo. Isso foi feito pelos líderes sucessores dos apóstolos, com o auxílio do Espírito Santo. As Escrituras geram a igreja : ora, o antigo testamento já existia antes de existir igreja cristã. Jesus e os apóstolos alicerçaram sua pregação com base no antigo testamento. Assim, a igreja foi ...

Inferno, morte eterna ou aniquilação?

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Os cristãos durante os séculos têm se dividido em relação a qual será o destino dos ímpios após a morte. Serão jogados em um inferno eterno? Serão aniquilados? Ou serão completamente restaurados no final do tempos? Geralmente são analisadas diversas passagens bíblicas e se procura chegar a uma conclusão. Iminentes teólogos já defenderam todas as posições. Quem defende a primeira posição usa um texto como o de Mateus 25.46: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna". Dizem que Jesus foi quem mais falou sobre inferno (Ex: Mt 5.22; Mt 10.28; Mt 23.33, Lc 12.5; Lc 16.23; etc). Entre outros argumentos dizem que todo pecado é cometido contra um Deus eterno, logo, o castigo tem que ser eterno. A igreja católica e a maioria dos evangélicos e cristãos ortodoxos, no momento, parecem defender que realmente existe um inferno eterno em que todos os que rejeitaram o amor e o perdão de Deus serão lançados. A segunda posição conhecida como ani...

Os efeitos da morte de Cristo

A morte de Cristo não foi somente um acontecimento histórico, resultado da vida de alguém que pregou a justiça e o amor, e que confrontou a injustiça de muitos. Não. A morte de Cristo fazia parte de um plano eterno, realizado em favor da humanidade e de todo o “cosmos”, para que fosse operada a nossa salvação. É possível alguém passar anos a fio dentro de uma igreja e ainda assim não saber os efeitos a morte de nosso Senhor, dai o porquê de estudarmos alguns deles (este estudo não esgota um assunto tão denso, mas espero que estimule a curiosidade dos leitores para um aprofundamento). JESUS MORREU EM NOSSO LUGAR - SUBSTITUIÇÃO Jesus morreu em nosso lugar. Ele levou sobre si os nossos pecados para que nós não sofrêssemos as consequências deles, que seria a eterna separação de Deus. Segundo as Escrituras: “Cristo morreu por todos, logo, todos morreram” (2Co 5.14). Pedro ainda disse que Jesus “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para q...

Porque no Oriente não houve Reforma?

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A foto em questão é de um padre ortodoxo e sua família. Eu a retirei da página do facebook Cristianismo Ortodoxo . A Igreja Ortodoxa entende a si mesma como fiel continuadora das tradições deixadas pelos apóstolos e pais da igreja. É uma fé muito bonita, com uma tradição muito rica, e que se separou de Roma no ano de 1054 (na verdade, os cristãos ortodoxos entendem que, quem se separou foi Roma). Seus principais patriarcados eram Constantinopla, Antioquia, Alexandria e Jerusalém. Hoje, a mais forte representante da Ortodoxia é a Igreja Russa. Fato é que, olhando para a história da Igreja Ortodoxa, não há, de modo geral, nada parecido com o que ocorreu no Ocidente relativo à Reforma Protestante. Porque será? De início, já digo que esta simples meditação não visa de modo algum esgotar o tema, mas somente fazer conjecturas do porque não terem surgido reformadores conforme os que existiram no ocidente. Faço esta reflexão de forma mais respeitosa possível. Seguem portanto, ...