Reflexões sobre teologia, espiritualidade cristã e outros fatos da vida
Ricardo Bitum: o que os pentecostais fizeram com o evangelho
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O Pr. Ricardo Bitun reflete acerca do neopentecostalismo. É uma verdadeira aula. Vale a pena ser assistido, por aqueles que desejam entender um pouco melhor o fenômeno pentecostal.
O EVANGELHO DE MARCOS Autoria Em princípio, é um evangelho anônimo, pois o autor não se apresenta em momento nenhum. Papias, bispo de Hierápolis, até 130 d. C. é o mais antigo escritor cristão a dizer que foi Marcos quem escreveu este evangelho. Esta informação está na História Eclesiástica, de Eusébio, que foi escrita em 325 d. C (H.E. 3.39.15): “E o presbítero dizia isto: Marcos, que foi intérprete de Pedro, pôs por escrito, ainda que não com ordem, o quanto recordava do que o Senhor havia feito. Porque ele não tinha ouvido o Senhor nem o havia seguido, mas como disse, a Pedro mais tarde, o qual transmitiu seus ensinamentos segundo as necessidades e não como quem faz uma composição das palavras do Senhor, mas de tal forma que Marcos em nada se enganou ao escrever algumas coisas tal como recordava. E pôs toda sua preocupação em uma só coisa: não descuidar nada de quanto havia ouvido nem enganar-se nisto o mínimo”. E muitos autores posteriores a Papias ensinam a...
Houve três Herodes que foram mencionados no Novo Testamento. O primeiro foi Herodes, o Grande , também conhecido como aquele que mandou matar as crianças quando do nascimento de Jesus. Outro, foi Herodes Antipas , que viveu na época de João Batista, e que mandou a este degolar, após fazer uma promessa irrefletida à filha da mulher que tomara de Felipe. O outro foi Hedores Agripa , o que mandou degolar o apóstolo Tiago, prendeu Pedro, e depois morreu por juízo divino. Mas o que é interessante é a informação em Atos 13, de que Manaém era líder da igreja em Antioquia, e que era colaço (irmão de criação) de Herodes, provavelmente, do Antípas. Isso significa que mesmo de dentro da casa de pessoas tão perversas, Deus pode suscitar um filho seu. Todos os Herodes foram, em maior ou menor grau, tiranos, assassinos e imorais, mas ainda assim, um dos seus foi ganho para a causa de Cristo! Podemos aprender algumas lições: Primeiramente, não é porque nascemos em uma família ruim, q...
Os cristãos durante os séculos têm se dividido em relação a qual será o destino dos ímpios após a morte. Serão jogados em um inferno eterno? Serão aniquilados? Ou serão completamente restaurados no final do tempos? Geralmente são analisadas diversas passagens bíblicas e se procura chegar a uma conclusão. Iminentes teólogos já defenderam todas as posições. Quem defende a primeira posição usa um texto como o de Mateus 25.46: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna". Dizem que Jesus foi quem mais falou sobre inferno (Ex: Mt 5.22; Mt 10.28; Mt 23.33, Lc 12.5; Lc 16.23; etc). Entre outros argumentos dizem que todo pecado é cometido contra um Deus eterno, logo, o castigo tem que ser eterno. A igreja católica e a maioria dos evangélicos e cristãos ortodoxos, no momento, parecem defender que realmente existe um inferno eterno em que todos os que rejeitaram o amor e o perdão de Deus serão lançados. A segunda posição conhecida como ani...
KELLER, Tim. "Ego Transformado" Tradução de Eulála Pacheco Kregness. São Paulo: Vida Nova, 2014. Tim Keller é pastor, fundador da Igreja Presbiteriana do Redentor, em Nova Iorque, escritor e apologista. Na introdução desta obra, Tim Keller narra as discussões na igreja de Corinto em que cada grupo dizia se identificar em torno de um líder. Tais motivações eram o orgulho e a vanglória. Menciona que tradicionalmente se creditava à auto-estima o fundamento de muitas atitudes ruins, mas que modernamente, se pensa justamente ao contrário: é a baixa-auto estima que gera más ações. De qualquer modo, o autor ressalta que o apóstolo Paulo irá demonstrar uma forma diferente de entender estas questões. No capítulo primeiro, discutindo o texto de 1 Co 4.6, menciona que Paulo havia exortado os seus leitores a "não se orgulharem de uma pessoa em detrimento de outra", sustentando que o apóstolo quer ensinar aos seus leitores algo acerca do ego humano, mencionando que o termo...
E ra uma vez um jumentinho, muito bonitinho. Ele era bem criado, forte, e realmente se sentia alguém muito especial! Viva com uma família muito bacana, e ele via que os seus outros amigos jumentinhos sempre estavam carregando alguém. Ele achava estranho que, mesmo ele se sentindo forte, ninguém ainda tinha montado nele! Até que um dia chegaram uns caras estranhos que já foram se dirigindo a ele, e o soltando! Os donos do animal conversaram com os tais homens, e, não demorou muito, deixaram ele os acompanhar. Aqueles homens o trataram bem, mas ninguém nele montou! Até que, de repente, colocaram as suas vestes sobre o bichinho, e este ficou todo enfeitado! E finalmente, alguém o montou! E animalzinho ficou impressionado, pois de repente surgiram várias pessoas, que estavam cantando e aplaudindo! Foi uma festa maravilhosa, e o jumento estava vislumbrado! De repente, ele não enxergava ninguém em especial, tudo o que via eram luzes, som, baru...
"É por eles que eu rogo, não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus" (João 17.9). E u costumo orar com minha filha. Não sei se por estar cansada, ou para a oração ser mais curta, ela costumava orar para Deus abençoar o mundo inteiro, e que todo mundo viesse a conhecer a Palavra de Jesus. Isso é muito bom, e tem a ver com o desejo de Deus de que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. E muitos de nós também somos bastantes genéricos em nossas orações, pedindo para que Deus abençoe nossa nação, nosso trabalho, nossa igreja, etc. Nada errado com isso. Mas acho interessante, com base na passagem bíblica lida acima, que há uma aspecto em que Jesus é específico em sua oração. Ele não ora pelo mundo, mas ora pelos discípulos que estavam ali naquele momento ao lado dele. Ou seja, isso demonstra que também devemos aprender a sermos específicos em nossas orações. Não é só pedir para Deus salvar o nosso bairro. M...
A igreja invisível (ou mística) é aquela que somente Deus conhece profundamente. É aquela formada por todos os cristãos, em todas as partes do mundo, e de todas as denominações, que creem em Jesus como seu único e suficiente Salvador. A igreja visível (ou empírica) é aquela formada pelas diversas instituições, denominações na face da terra. Nem todos os que participam da igreja visível (empírica) fazem parte da igreja invisível, ou mística (a verdadeira igreja). Afinal, nem todos os que frequentam alguma igreja são verdadeiros convertidos. E nem todos os que estão na igreja invisível (ou mística) estão na igreja visível. Por algum motivo, podem estar isolados em alguma parte do mundo, como os missionários em uma terra estranha, ou novos convertidos em um país em que haja perseguição aos cristãos. Esta é, certamente, uma concepção teológica protestante. Isso porque, católicos e ortodoxos, cada qual, entendem que suas igrejas são as verdadeiras. Eles consider...
pixabay "Acolhei ao que é débil na fé, não porém, para discutir opiniões" (Romanos 14.1) Débil significa fraco. Alguém com uma mente muito escrupulosa, que pode se ofender com facilidade. No contexto da epístola aos romanos, parece dizer respeito aos que eram mais apegados às regras e prescrições alimentares, que achavam que uma pessoa poderia pecar se comesse determinados alimentos (Rom 14.3). Também parecia estar associada a questão da guarda de determinados dias (Rom 14.5). Paulo ensina que devemos acolher os tais. Acolher significa receber com o coração e inserir no grupo de amigos . Ou seja, é para considerar estas questões como secundárias e não impeditivas para que haja comunhão. Paulo diz para não discutir opinião, no sentido de "não forçar" em cima do fraco. Em minha experiência pessoal, tenho visto que temos a tendência de querer que o outro se conforme com todas as nossas opiniões e práticas. E quem não concorda conosco logo despreza...
(cuida-se do esboço de uma aula ministrada em um curso popular de teologia) ATOS é o único livro que apresenta uma narrativa histórica dos acontecimentos imediatamente posteriores à ascensão. É o segundo volume da obra de Lucas (Lc 1.1-4 e At 1.1); o primeiro a utilizar o nome “atos dos apóstolos” foi Irineu, aproximadamente em 190 d. C. AUTORIA : formalmente, anônimo. A tradição unânime atribui a Lucas. A partir de At 16.10, o pronome começa ser usado na primeira pessoa do plural (16.10-17; 20.5 a 21.18; 27.1 a 28.16). Ou seja, o autor da obra, a partir de tais acontecimentos, estava juntamente com Paulo. O autor esteve com Paulo em Roma (27.1 a 28.16). De Roma, Paulo escreveu as epístolas da prisão (efésios, filipenses, colossenses, filemon). Estas epístolas nos dizem algo acerca dos companheiros de Paulo na ocasião. Aristarco, Marcos, Timóteo, Tíquico, Epafras, Epafrodito, Demas, Jesus, chamado Justo e Lucas estavam parte ou todo o tempo com o apóstolo. Aristarco é...
U ma das perguntas mais interessantes na teologia é: as Escrituras geram a igreja, ou a igreja é gerada pelas Escrituras? De um lado, temos o posicionamento dos católicos. Eles dizem que é a Igreja que determina o que é ou não a Bíblia. De outro lado, estão os protestantes, que dizem que na verdade, são as Escrituras Sagradas que geram a igreja. Vamos analisar um pouco dos dois argumentos. A igreja gera as Escrituras : havia muitos escritos que reivindicavam para si a inspiração divina. Foi preciso um longo tempo de reflexão por parte da igreja, geralmente realizada por seus líderes para definir o que era ou não inspirado. Uma vez que a igreja definiu o que era ou não sagrado, fim de papo. Isso foi feito pelos líderes sucessores dos apóstolos, com o auxílio do Espírito Santo. As Escrituras geram a igreja : ora, o antigo testamento já existia antes de existir igreja cristã. Jesus e os apóstolos alicerçaram sua pregação com base no antigo testamento. Assim, a igreja foi ...
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