quinta-feira, 18 de julho de 2013

Estamos falhando no que diz respeito ao modelo cristão de família?

Havia um pregador que dizia que não podemos impor um comportamento cristão a quem não é cristão. Primeiro, precisamos apresentar-lhe Cristo. Tal pregador, de tradição anabatista, é favorável a radical separação entre igreja e estado. Ele faria coro com aqueles que dizem: "deixe a igreja ser igreja, e o mundo, ser mundo". Católicos e Protestantes tradicionais são contra este tipo de pensamento.

Bom.

Pensando nestas coisas, fique na dúvida se devemos tentar convencer alguém via Congresso Nacional.

Estes embates que ocorrem pela via política parece afastar ainda mais os militantes da causa gay do evangelho, da igreja.

Eu entendo um pouco o coração dos irmãos católicos e evangélicos que lutam para nos proteger da intolerância dos que dizem pregar a tolerância, do ódio dos que dizem combater o ódio. É notória a intolerância de muitos dos defensores do movimento LGBT.

Mas será que nós, cristãos, estamos falhando em apresentar a alternativa hétero e monogâmica à sociedade?

De algum modo, a sociedade parece não olhar para a alternativa cristã como algo a ser desejado. Não vêem famílias funcionais, casamentos felizes, filhos contentes. Ou vêem, e não querem enxergar.

Acredito eu que, a experiência humana demonstra que, quando alguma felicidade é detectada, ela quer ser logo imitada. Por algum motivo, as famílias tradicionais estão fragilizadas, e acredito que é por um abandono à religião, à tradição, às Sagradas Escrituras, à igreja, etc. Não conhecem mais a felicidade de vivenciarem Cristo e o seu evangelho.

Eu acho fascinante aquele modelo familiar em que há um casal de anciãos, cujos filhos e netos sentam ao redor da mesa, cercado de irmãos, primos, etc, em um final de semana. Somente a família em sentido tradicional pode produzir isso. Entretanto, modelos assim estão acabando.

Mas tal modelo está acabando por conta de canalhas que abandonam suas mulheres sozinhas para cuidar de seus filhos. De mulheres que negam o compromisso feito diante de um altar. De aventureiros irresponsáveis que abandonam os filhos que geraram. E talvez por uma falta de maior militância cristã entre os seus. Se os héteros não abandonassem seus filhos, não haveria crianças para serem adotadas por casais gays.

Fato é que, será que nós cristãos, não estamos mais conseguindo demonstrar que o modelo cristão de família deveria ser algo desejado, sem ser imposto?

Militantes gays querem educar nossas crianças, doutrinar nossos filhos. Há uma verdadeira briga pelas mentes. Perderemos nossa liberdade religiosa, neste aspecto? Estará havendo, cada dia, uma ingerência do Estado dentro das famílias, marcada por uma esquerda histórica? Invadirão nossas igrejas? Padres e pastores serão presos por se recusarem a celebrar casamentos homoafetivos? Talvez. Mas será que nós não estamos realmente sendo chamados para o martírio enquanto igreja?

Eu sei que as idéias desta postagem estão desconexas, pois estão sendo escritas a esmo. Tudo o que sei, e que penso é que devemos fortalecer a família cristã. Devemos aprender a ser pais, maridos, esposas, filhos, e pela fé, entender que este é o melhor modelo que existe, pois é o modelo bíblico, desejado pelo próprio Senhor. E isso precisa voltar a ser notório na sociedade, pois somos a luz do mundo.

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