terça-feira, 23 de agosto de 2011

Oração do Pai nosso: o pão nosso "de cada dia"



O pão nosso de cada dia nos dá hoje (Mateus 6.11);



Jesus não nos ensina a orar por muitos pães para muitos dias, mas pelo pão de cada dia.

Isso parece ser a medida exata do necessário para as necessidades cotidianas.

Há uma história sobre o pão de cada dia contida nas Escrituras, há muito tempo antes de Jesus. Foi quando Deus determinou que o povo de Israel, ao sair do Egito, e estando no deserto, se contentasse com o "maná de cada dia". Entretanto, alguns não obedeceram:


Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Colhei dele cada um conforme ao que pode comer, um omer por cabeça, segundo o número das vossas almas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.

E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros menos.

Porém, medindo-o com o ômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer.

E disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã.

Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se Moisés contra eles (Ex 16.16-20).






Isso que acontece quando não nos contentamos com o pão que basta a cada dia. Cria bichos e começa a cheirar mal. "Cria bichos" no nosso caráter, nos nossos relacionamentos, na nossa saúde, na nossa vida espiritual, na sociedade...

Quando agimos desta forma, mostramos que não temos plena confiança em Deus. Significa que entendemos que toda nossa provisão depende somente de nós mesmos, e não do cuidado do Pai. Achamos que Ele não dará o pão de amanhã.

Quando agimos desta forma, mostramos que somos gananciosos. Que não nos contentamos com as coisas simples, mas que ambicionamos as altivas. Entretanto, Jesus disse que a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui (Lucas 12.15).

Quando agimos desta forma, corremos o risco de sacrificar as coisas mais importantes da vida. O relacionamento com Deus, com nossa família, com pessoas que amamos, nossa própria saúde, pois nos dedicamos somente a ajuntar mais e mais pão.

Quando agimos assim, "não damos frutos com perfeição" para o evangelho do Senhor, pois estes "são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida" (Lc 8.14).

O Pai não nos ama por causa de nossas conquistas materiais. Ele nos ama pelo que somos, e porque Ele é amor. Vivamos a vida com tranquilidade, dia a pós dia, sabendo que mais importante do que "ter" é "ser" diante d'Ele. Se assim fizermos, naturalmente, tudo o quanto for necessário nos será acrescentado.

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