quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Oração do Pai nosso: O Pai que é nosso




Evangelho segundo S. Mateus, Cap. 6, vers. 9

Lectio:

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;



Meditatio:


Hoje, vamos pensar no Pai que é nosso.

Dizer que o Pai é nosso, é entender que Deus é suficiente pessoal para ser totalmente o meu Pai, íntimo meu, querido meu; mas que é tambem suficientemente grande para ser também o Pai do meu irmão.

Não posso querer o Pai somente para mim; tenho que entender que Deus também é o Pai do outro.

E sendo Pai do outro, reconheço neste o meu irmão, com iguais direitos e privilégios fundamentados no amor paternal de Deus.

O início da oração do Pai que é nosso, já reconhece, "ab initio", o caráter comunitário do cristianismo.

Não há relacionamento somente com o Pai que é meu; mas sim com o Pai que é nosso.

Para poder orar o "Pai nosso" com o verdadeiro significado que Jesus quis dar, tenho que me ver inserido em uma comunidade que reconheça tal paternidade em Deus.

Ou seja, não existe cristianismo solitário, somente.

Mas alguém poderá perguntar: "ele não me mandou orar solitário, em meu quarto, inclusive fechando a porta atrás de mim?"

Certamente que sim.

O movimento da vida cristã é justamente esse. Vou para a solidão em Deus, preparar-me para viver em comunidade. Saio da comunidade, e volto para a solidão em Deus.

Solidão sem comunidade, é individualismo puro.

Comunidade sem solidão, é perder-me nos afazeres, na obra de Deus, mas não no Deus da obra. É despersonalizar-me completamente, ficar sem raiz, até secar-me totalmente.

Tanto um quanto outro, oração solitária e atividade comunitária são importantes e inseparáveis na vida cristã.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...