terça-feira, 28 de julho de 2015

A questão do fim da imunidade tributária das igrejas

Os constantes escândalos financeiros que líderes religiosos protagonizam estão tornando-se o principal motivador da ideia de que a imunidade tributária das igrejas deve ser banida. O Estado é uma instituição laica e qualquer organização que permite o enriquecimento de seus lideres e membros deve ser tributada (JusBrasil)


Se você ler alguns dos motivos pelos quais há o apoio para tal projeto é o "enriquecimento exagerado de seus líderes".

O problema é que somente muitos poucos pastores ou líderes religiosos se enriquecem com a religião.

Durante séculos as igrejas contribuíram para a construção de escolas, hospitais, universidades, mas agora, nestes tempos, com o surgimento de movimentos modernos, todos acabarão "pagando o pato".

Para cada líder que se enriquece há centenas que não recebem nada ou muito pouco.

Há comunidades que mal arrecadam para pagar o aluguel do imóvel que utilizam.

Uma medida como essa pouco fará contra as igrejas milionárias e seus líderes milionários que pagarão seus tributos e continuarão em atividade. Igrejas menores poderão "fechar" ou "falir". Se tal lei um dia vier a existir, que faça diferença entre os peixes grandes e os pequenos, e que tenham as devidas isenções para com aqueles que realmente investem no benefício social de seus fiéis.

De fato, talvez fosse melhor o Estado verificar com mais precisão o histórico destes que se tornam milionários por intermédio da religião do que tributar todos os templos.

Isso vem demonstrar claramente o mal que determinados movimentos evangélicos estão fazendo para a causa de todas as religiões neste país, a ponto de, para coibirem algum, prejudicarem a todos.

Por outro lado, muitos dos que propõem este tipo de lei sabem que por conta de alguns todos sairão prejudicados. Não é a toa que quem encabeça este tipo de projeto são ateus militantes.

Entretanto, além de tudo isso, tenho a opinião de que prefiro dinheiro circulando na sociedade do que nas mãos do governo. A experiência brasileira parece demonstrar que, quanto maior o Estado, mais corrupção. A desonestidade só iria mudar de endereço. E se pensarmos bem, ninguém é obrigado a entrar em uma igreja e ali deixar dinheiro. Mas não podemos dizer o mesmo do Estado...

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