sábado, 27 de dezembro de 2014

Praia, sol e funk

Estou em Ubatuba, no litoral paulista, em uma semana de férias. Já faz algum tempo que a semana do Natal é a única em que consigo tirar uns dias com a esposa.

Manhã de sol. Famílias na praia. Logo de cara, uma caminhonete. Caixas de som para fora. Um som alto no ritmo que se acostumou denominar de “funk” com uma letra inenarrável.

Meninas jovens dançam de forma sensual, tudo regado à bebida alcoólica e um cheiro no ar que não deixa dúvidas.

Não tenho o condão de criticar nenhum estilo musical, eu mesmo, aprecio black music, hip hop, jazz, do verdadeiro funk e também do miami bass (que é o que o pessoal aqui no Brasil chama erroneamente de funk). Entretanto, há algumas formas culturais que entendo serem relativamente perniciosas socialmente falando, e creio que esta é uma delas.

Convivo na periferia de São Paulo. Sempre vemos, o tempo todo, meninas grávidas, crianças gerando crianças. Um professor meu já disse certa vez que o sexo é a festa do homem pobre, e a miséria da garota pobre. Acredito que haja verdade neste provérbio. De fato, as meninas engravidam, seja de um, dois filhos, seja de um ou dois homens diferentes.

Estamos lutando tendo como arma o evangelho para tirar cada vez mais meninas desta situação. Convivemos com esta realidade todos os dias. E elas procuram, muitas vezes, novos relacionamentos, pois é a forma de proteção e ajuda que acreditam poder encontrar. Mas novamente seus corações acabam sendo partidos. Difícil fazê-las crer, muitas vezes, que estarem "casadas" com Cristo é muito melhor, e que o evangelho pode sim colaborar com elementos que vão ser essenciais em suas vidas. Não é uma luta fácil. Os bailes estão lotados, as baladas, etc. Igreja ainda é vista muitas vezes como algo careta. E não importa que roupagem se possa dar para o ministério, sempre haverá no autentico cristianismo algo de renuncia, que nem todos estão dispostos a se submeter.

Enfim, há determinadas formas culturais que são perniciosas, principalmente para as mulheres. No apagar das luzes, no cessar do som, elas ficam sozinhas com seus filhos.

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