domingo, 3 de janeiro de 2010

Como posso ser arrogante e pretensioso?

Como posso ser arrogante e pretensioso?

Como posso ser arrogante e pretensioso se, aquelas coisas que creio, fazem parte de minha esperança?

E esperança que se vê, não é esperança.

Por isso, tenho esperança, ainda que não veja.

E as principais crenças que sustento são sustentadas pela minha esperança, não por aquilo que vejo.

Ainda que eu veja o crescer do mal, creio em um Pai bondoso.

Ainda que eu veja o egoísmo, creio em um Cristo de doação.

Ainda que eu veja o individualismo creio em um Espirito de consolação.

Mas, de fato, o que sustento, não posso provar.

Posso sentir...

Mas aí muitos dizem que minha espiritualidade é subjetiva...

E é mesmo...

Pois creio em religião como encontro...

A objetividade estará em nossos atos de amor.

Mas justamente por não poder provar, posso somente expor os motivos e os porquês de minha esperança, que, para mim e uma grande nuvem de testemunhas, são razoáveis.

A esperança move o mundo e os nossos corações.

Se vivêssemos do puro cálculo, que sentido teria preservar a vida de um velho, de uma criança aidética e sem recursos, de um paralítico, de um paraplégico, de um doente em estado terminal?

Se a lógica da vida fosse o "super homem", conforme queria o filósofo alemão, haveria sentido para a esperança?...

Eu penso que não.

De qualquer modo, não posso ser arrogante... Não posso ser pretensioso, pois não possuímos a verdade. No máximo, somos por ela possuídos, e ela é muito maior do que podemos entender.

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