quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A religião de causa e efeito

Esta em moda hoje uma ideia de religião de causa e efeito.

O que vem a ser isto?

É a ideia de que se a pessoa realizar certos rituais, cumprir certas promessas, se comportar de determinado modo, cumprir certos mandamentos, ela será tremendamente bem sucedida na face da terra, com prosperidade, boa família, boa casa, etc.

Isso já vinha de um certo paganismo, ou mesmo talvez de um catolicismo de cunho popular, mas tem se propagado cada vez mais no meio evangélico.
São comuns as campanhas das promessas e coisas do tipo. E cada um fica meio que esperando a sua vez de ser abençoado, de dar o seu testemunho ou coisas do tipo.

Mas isso não está somente em expressões populares do pentecostalismo. Mesmo discursos intelectualmente mais elaborados podem acabar defendendo este ponto de vista.

Tudo isso muito interessante, muito bonito, atraindo muitas pessoas, mas com um único probleminha: não está de acordo com o evangelho.

Lembro-me por exemplo, da história de João Batista. Jesus disse que entre os nascidos de mulher, ninguém era maior do que ele.

O Batista foi o profeta anunciado no antigo testamento e abriu caminho para o Senhor, chegando mesmo a batizá-lo. Foi um profeta no mesmo calibre que Elias. 

O filho de Zacarias e de Izabel cumpriu cabalmente o seu ministério, sendo assassinado em uma fétida cadeia, por ordem de um covarde Herodes, pelas tramoias da adúltera Herodias, após a lasciva dança de sua filha.

Enfim, um homem bom, fiel, santo, profeta, mas morreu de forma terrível, aos olhos humanos.

Tal constatação poderia ser feita acerca da vida de um Estevão, Tiago, Pedro, Paulo, Policarpo, Irineu, Justino...e o próprio Senhor Jesus. A lista seria interminável.

Por isso tal religião de causa e efeito, embora popular, embora pragmática, não tem nenhum respaldo no evangelho. Qualquer teologia em que não caiba nosso Senhor nem nenhum dos santos mártires não é uma teologia boa para a igreja.


Obviamente, não é errado querer boas coisas nesta terra, para si ou sua família, entretanto, não é a conquista de tais coisas que determinam se fomos bons cristãos ou não. Nossa maior recompensa esta nos céus. Nossa maior recompensa é o próprio Deus.

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