terça-feira, 9 de novembro de 2010

Idolatria Moderna, ou Antropolatria?




Quando "Deus é removido", sempre colocam algo no lugar para ser idolatrado. A essência da idolatria é colocar algo condicionado, temporal, e relativo como se fosse objeto de devoção última, incondicionada. Mas o problema dos ídolos, é que eles são muitíssimo mais exigentes, e minam a própria vida dos que os seguem, e os oprimem. Além do que, destroem os que não se curvam perante eles, sendo esta a essência do demônico, segundo Paul Tillich, estando também na raiz de todo fundamentalismo, seja secular, seja religioso.

A presença de Deus no mundo, segundo Bonhoeffer, e isto precisa ser entendido com calma, é fraca. Deus tem uma presença fraca no mundo.

Isto porque, Deus, em Cristo Jesus, permitiu ser expulso do mundo. Na cruz, Deus disse a humanidade que a amava, que a aceitava plenamente. Mas na cruz, a humanidade disse a Deus: fora daqui, não te queremos aqui! Então, Deus se permitiu ser expulso do mundo.

Hoje, segundo as Escrituras, a presença máxima de Deus entre nós se dá pelo seu Espírito Santo, habitando na Igreja, em seus filhos. E o próprio Espírito, também se permite ser resistido. Quando agimos egoísticamente, rejeitamos o próprio Espírito, e este é descrito como aquele que clama, que intercede, mas também, que se entristece. E os próprios discípulos, segundo Cristo, seriam resistidos....

Por isso, em todo fanatismo e fundamentalismo, em toda violência de ordem religiosa, política e secular, não temos, de fato, a presença de Deus, mas sim de um ídolo, um amor de si mesmo, um ato de antropolatria, pois ama-se, não a Deus, não ao próximo, mas sim ao próprio ventre, a própria imagem e semelhança, odiando e detestando tudo que a si não se assemelhe...



Fonte da foto: http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2008/09/02/article-1051871-052905DB0000044D-950_468x693.jpg

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