segunda-feira, 18 de julho de 2016

Crianças: sejam bem vindas à igreja!

Participo de uma pequena igreja em Guaianazes, pela misericórdia de Deus.

Durante esse mês de julho, alguns irmãos e irmãs tiveram a ideia de realizarem uma escola bíblica de férias, aos sábados à tarde. Não é possível fazer durante a semana, tendo em vista que todos nós trabalhamos fora.

Tem sido uma experiência muito boa. O mais interessante é que boa parte das crianças que participam não são da igreja. São crianças do bairro, de comunidades, dos arredores.

O mais bacana é que algumas dessas crianças voltaram em um culto no domingo. E aí, é claro, elas não se comportam, de modo geral, como as demais. Elas correm, andam, conversam durante o culto e coisas assim. Falam até palavrões.

O interessante é que, segundo o relato das professoras durante o culto infantil, todas as crianças se comportaram maravilhosamente bem. Isso é realmente graça do Senhor.

Após o culto, tivemos algumas briguinhas, discussões, um menino saiu chutando a cadeira, e por aí foi.

Bom.

Como vejo algumas coisas.

Muitas dessas crianças vivem nas comunidades, alguns, até mesmo sem acompanhamento direto dos pais. Elas vivem boa parte do tempo nas ruas. Não tenho certeza se a escola tem suprido suas necessidades mais básicas de educação e formação. Acho que não. Parte dessas crianças é um pouco mais ousada do que as demais. Temo que elas estejam caminhando para a marginalidade, em todos os sentidos. Marginalidade material, educacional, e mesmo criminal. Alguém tem que dar um “stop” nisso. Fazer a diferença. Tentar mudar o rumo de suas vidas, antes que seja tarde demais. Penso que a igreja de Cristo tem que ser vocacionada para tal tipo de coisa. Eu mesmo me considero um inútil para isso. Tudo o que acho que sei fazer é abrir as Escrituras, e falar um pouco sobre elas. Ainda bem que Deus coloca outros irmãos na igreja que fazem tão nobre trabalho.

Perde-se um pouco a paz com isso? Claro que sim. Em certo sentido, as crianças tiram o nosso sossego. Mas como já disse alguém, nos cemitérios também há paz, mas não é essa que queremos.










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