sexta-feira, 4 de março de 2016

Uma singela comparação entre Jesus e Maomé, sem o intuito de ofender

Sou cristão.

Logo, sou parcial em relação a este assunto.

Entretanto, não desejo ser desrespeitoso com os adeptos da religião que mais cresce no mundo, e tento também ter algum grau de imparcialidade, afinal, estou tão interessado na verdade quanto qualquer outra pessoa que procura ser honesta nestas questões.

De qualquer modo, após dialogar com alguns muçulmanos, tanto pelas redes sociais, quanto pessoalmente, fiquei a meditar o quão diferente foram as vidas dos homens que inspiraram as duas das mais importantes religiões monoteístas do mundo.

Parto dos textos considerados sagrados pelas duas religiões, confessando não ser especialista no assunto.

Jesus foi um homem pacífico. Não consta que tenha pegado em armas ou matado alguém. Seu ato mais violento foi expulsar os vendilhões do templo. Não consta do texto que bateu em alguém (embora no evento mencionado isso possa ter ocorrido). Nunca forçou ninguém a concordar com ele. Os muçulmanos não acreditam, mas ele foi morto, martirizado durante o império romano. Para os cristãos, Jesus ressuscitou. Os muçulmanos não negam que ele subiu aos céus, nem que nasceu de uma virgem, nem que tenha feito milagres (nesse sentido, o Islã é mais irmanado ao cristianismo do que o judaísmo). Negam somente que ele tenha morrido.

Maomé, conforme os próprios escritos sagrados do Islã confirmam, foi um guerreiro, É certo que houve uma fase em Meca em que foi pacífica, espiritual, e que só tentava converter as pessoas pelo livre convencimento. Entretanto, na chamada fase de Medina, ele foi se tornando cada vez mais um líder militar e político. Participou de muitas batalhas. Ao que tudo indica, muitos morreram pelas suas mãos. Seu caminho, ao final das contas, foi o da violência.

Isso tudo acabou refletindo no modo como as duas religiões se expandiram em seu nascedouro. O cristianismo já nasceu a margem do Estado, perseguido. Levou algum tempo para começar a se solidificar juntamente com a política e se tornar, por exemplo, religião oficial. Talvez uns duzentos anos depois da morte de Cristo, ou mais. O islã, após um breve período pacífico, se torna guerreiro, juntando política e religião. De certa forma, já em seu nascedouro, é guerreiro e se expandiu em diversas batalhas, tendo sido muito bem sucedido em unir o povo árabe.

Uma das coisas mais assustadoras talvez é que, há um nível de exegese nos textos islâmicos em que se diz que os versos violentos revogaram os pacíficos, e são nos tais que muitos grupos radicais se fundamentam. E dizem encontrar base para isso também nas ações de Maomé, enfim.

Até onde se consta nos textos sagrados, Jesus nunca teve nenhuma mulher, embora algumas teorias tentam provar o contrário. Já, o líder muçulmano, nos mesmos moldes dos líderes do antigo testamento, possuiu várias mulheres, entre elas, há o fato não negado de que ele tenha tido conjunção carnal com uma de suas esposas quando ela tinha somente nove anos, o que, atualmente seria considerado como pedofilia. Eu tenho uma filha de nove anos no momento em que escrevo este texto, e não consigo imaginar uma coisa destas.

Ou seja, há muitas coisas nos atos de Maomé que a luz de boa parte da cultura no mundo hoje seria considerado errado (pela cultura de então, talvez não). É inegável que tal prática, de desposar moças jovens, tem influenciado em muitas práticas do mundo atual, como você pode ler aqui, aqui e aqui. É inegável que alguns países querem proibir a prática, e elevar a idade das moças que podem desposar para os dezoito anos, mas clérigos muçulmanos e a parte da sociedade destes países dizem que isso vai contra o islamismo.

Jovens e crianças são desposadas em boa parte do mundo por questões econômicas, mas até onde sei, o Islã dá uma base religiosa para tanto.

Ou seja, onde quero chegar nesta análise perfunctória entre estes dois importantes personagens históricos?

Bom.

Com base na comparação (obviamente, parcial de minha parte, confesso), entendo que a pessoa de Jesus não tem nada que a desabone diante de nenhuma cultura em específica, notadamente na cultura ocidental média, e boa parte da oriental. Não matou em nome de Deus. Não praticou conjunção carnal com nenhuma mulher atualmente considerada criança. Entretanto, algumas coisas que o profeta Maomé fez hoje seriam inaceitáveis em boa parte do mundo, e ainda incentiva, ao que parece, um grupo de muçulmanos a agirem de modo parecido.

Não quero ser desrespeitoso, mas pense bem. Quem deixou uma mensagem mais positiva para a humanidade por intermédio de suas palavras e de sua vida? Comparem a vida dos dois. Compare o que os dois ensinaram e fizeram. Quem inspira mais o bem e o amor para as pessoas? Quem falou mais de amor, perdão, e não utilizou de métodos violentos? Sinceramente, com todo o coração, e não querendo ser desrespeitoso, mas entendo que mesmo um ateu, um agnóstico, ou membro de qualquer outra religião, mesmo islâmica, se for imparcial, não negará que Jesus teve uma vida muito mais bonita e inspiradora.

Jesus e Maomé
Pixabay

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