segunda-feira, 20 de abril de 2015

O Ressuscitado e os discípulos desanimados


É possível alguém caminhar com Jesus, presenciar milagres, ver muitas obras, ouvir ensinos maravilhosos, testemunhar a ressurreição do Messias e ainda desanimar?

Ao que parece, sim. No evangelho de João 21.1-14 temos o relato da terceira aparição de Jesus para os seus discípulos. Foi em uma ocasião em que eles se foram para o mar de Tiberíades pescar.

Jesus não tinha mandado eles fazerem tal coisa. O Mestre os tinha enviado em missão (João 20.21). Mas eles foram pescar!

Aprendemos deste texto então que, discípulos desanimados tendem a fazer aquilo que já faziam antes. E o mais interessante ainda é que Pedro os incentivou a isso (João 21.3). Ou seja, um líder desanimado tende a influenciar outros!

De qualquer modo aqui, a pesca foi infrutífera. Podemos ver aqui a pesca como símbolo do discípulo desanimado que tenta se refugiar no trabalho, para fugir da missão, da vocação, do mestre, e talvez de si mesmo.

Há muitos hoje que também se refugiam no trabalho como que fugindo de algo!

Mas o Ressuscitado não desiste assim de seus amigos. Ele vai ao encontro deles, embora não O tenham reconhecido (21.4): o discípulo deprimido não reconhece o seu Mestre.

Há muitos que hoje, desanimados, não reconhecem mais o Senhor no cotidiano de sua existência!

Jesus então salva a pescaria daqueles homens, e o discípulo amado O reconhece.

Pedro, que nu estava, se veste e pula n'água em direção ao Mestre (João 21.7). Estranho alguém por a roupa para nadar. A roupa aqui talvez seja um símbolo da vergonha que estava sentindo.

A nova pesca maravilhosa repete uma antiga lição. Quando o Senhor, pela primeira vez apareceu à Pedro, também foi em uma ocasião assim (Lucas 5.3-6).

Jesus já os esperava com peixes e pão, e ainda os convida para trazerem aquilo que haviam pescado. Maravilhoso texto.

E o Pedro, como que em um esforço compensatório, arrasta sozinho uma rede, com um total de 153 peixes.

A diferença desta pesca para a relatada em Lucas é que desta vez a rede não se rompeu. Provavelmente um símbolo da confirmação do sucesso da missão que Deus estava dando aos seus discípulos, no sentido de que a rede do evangelho não se romperia jamais.

E os 153 peixes? Muito se discutiu a respeito. Uma das teses é que é uma referência aos prosélitos do tempo do rei Salomão (2 Crônicas 2.17). Um símbolo do que, na rede do evangelho, haveria pessoas de toda raça, língua, tribo e nação.

O que aprendemos de tudo isso? Muita coisa. Uma delas, é que o Ressuscitado não desiste dos seus.

Ele foi aos seus discípulos, renovou antigas lições, a confirmou a missão que já havia dado a eles.

Se você está desanimado, não se desespere! Isso aconteceu com os melhores homens de Deus! Importa saber que o Senhor não desiste de tua vida, e te chama novamente para uma maravilhosa pescaria!

Segue abaixo um sermão que fiz sobre esse tema:



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