quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A militarização da sociedade é a solução para o problema da violência?

Eu tenho ouvido de muitas pessoas um desejo por uma maior militarização, aumento de autoridade, combate radical ao crime, e gritos de ordem no que se refere à punição de bandidos e coisas do tipo.

E de fato, a autoridade é necessária. Quando se chega ao fundo do poço da degradação moral, somente o temor pela vida pode fazer talvez com que alguém abandone o crime. A falta de punição dá ousadia aos maus.

Entretanto, é preciso entender que isso, por si só, não resolve de modo algum a questão social. Veja. Ser pobre e miserável não dá a ninguém o direito de ser um delinquente. E a grande maioria dos pobres não o é. Entretanto, um ambiente em que não há educação de qualidade, saúde, lazer, e amor, torna mais propício que uma parcela da população se torne mais vulnerável ao crime, principalmente quando as armas, as drogas, o sexo, a violência, estão ali, tão perto.

Basta olhar para os países com melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do planeta e ver o seu índice de criminalidade que perceberemos como as duas coisas estão bastante interligadas.

Portanto, não é um olhar ao passado, a alguma espécie de “paraíso militar” que irá resolver a situação. Precisamos olhar para o que parece ter dado mais certo (ou menos errado), que, a meu ver, são sociedades que melhor resolveram sua questão social, e nem por isso se tornaram ditaduras. Sociedades que forneceram educação, saúde, uma  melhor qualidade de vida aos seus habitantes e que trata com dignidade até seus piores cidadãos. Creio que isso está para além da esquerda ou da direita, ou pode ser uma síntese dos dois, conjugando livre mercado com bem estar social. Agora, o que não podemos sucumbir ao autoritarismo e às soluções supostamente fáceis (ou menos difíceis), pois isso efetivamente não resolveria o problema.

No mais, que Deus nos ajude a construir uma sociedade menos injusta e mais solidária. 



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