quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Escola sem partido - Uma opinião

Até o antigo "segundo grau" estudei em escolas públicas. Isso, há vinte anos.

Mal me recordo do que foi ensinado, e nenhum professor de história ou geografia marcou minha vida.

Em 1996 comecei a fazer cursinho.

E de fato, sem brincadeira, praticamente todos os professores de história e geografia eram de esquerda. Eram aulas maravilhosas! Não tinha como não ser arrebatado por elas!

Outro dado.

Desde 1994 sou cristão evangélico!

Minha primeira igreja foi a Betesda, do Ricardo Gondim. Na época, ele era filiado ao PT. Lá conheci jovens intelectuais sensacionais, a grande maioria de esquerda. E meu pastor de coração, Ricardo Bitun, sempre de esquerda. E tive contato com as obras do Ariovaldo Ramos, Robinson Cavalcanti, Paul Freston, Caio Fábio, e tantos outros, a maioria de esquerda (muitos deles, professores também). E todos, com pregações, aulas sensacionais (que, na grande maioria, não tinham a ver com política).

Mesmo no curso de direito em que me formei, a maioria dos professores das matérias em filosofia, sociologia, ciência política, antropologia, eram de esquerda. E, alguns deles, sensacionais, sempre os melhores!

Onde quero chegar?

Bom.

Essas pessoas não se tornaram "de esquerda" por força de lei. Pode ter sido por qualquer outra coisa, mas não por força de lei.

Por isso, se os conservadores, ou a direita, ou parte da direita quer mudar alguma coisa no ensino, que tenham a competência de formar educadores nesse sentido e forçarem o debate público (como tem ocorrido, aliás). Se não teve competência para fazer isso, que não o seja por meio de lei. Eu me ressinto sim da pouca informação que tive (quase nenhuma) de pensadores conservadores, como Scruton, Kirk, Burke, ou ainda, de liberais, como Mises. Mas se fizerem por força de lei, me parece que o efeito seria justamente o oposto.

Por isso, em princípio, não sou favorável ao referido projeto.

Pixabay

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