Pai nosso, pão nosso

“Os carismáticos falam muito no Pai nosso, mas nada dizem acerca do pão nosso” (Leonardo Boff, na madrugada de 26 de setembro de 2011, no programa “É notícia”, da Rede TV).


Na mencionada entrevista, Leonardo Boff atacou aquilo que chamou de “igrejas midiáticas”, sejam elas católicas ou evangélicas. Segundo ele, tais igrejas funcionam como um tipo de “lexotan”, um tipo de calmante para o povo, alienando-os de seus verdadeiros problemas, não tocando na questão da justiça social.

De fato, talvez seja este um dos problemas que o movimento carismático/pentecostal enfrenta. Se você ficar horas e horas assistindo toda a programação evangélica na televisão, e fizer um cálculo por assunto, verificará que não se fala em nenhum tipo de ação social em nenhum momento. Será praticamente zero por cento. Será este o motivo do “sucesso” de tal movimento?

O problema é que Jesus falou exaustivamente sobre este tema, bem como os apóstolos e os cristãos da igreja primitiva, o que faz com que tais televangelistas sejam, na melhor das hipóteses, parcialmente discípulos de Jesus.

A espiritualidade cristã não pode estar somente voltada para o indivíduo em si, sua santidade, sua moral, seu sucesso financeiro e familiar, etc. Estas coisas são boas; entretanto, a nossa espiritualidade tem que estar voltada para o outro, pois Jesus assim viveu, sendo inclusive este o motivo de sua encarnação.

Conforme tantos já têm dito há tanto tempo, a missão tem que ser integral, voltada para o ser humano todo, não somente para a salvação do seu elemento imaterial (alma). Se dedicássemos nosso tempo a socorrer as dores do mundo, nosso testemunho diante dele seria muito mais efetivo e bem vindo, pois vendo nossas boas obras, glorificariam nosso Pai que está nos céus.

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