quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mestres da Oratória X Mestres da Escuta

Hoje há muitos mestres da oratória... Mestres que falam como ninguém...

Falam de forma apaixonada, cativam o povo...

Toda faculdade de teologia protestante tem uma cadeira de homilética (não, não é pra fazer omelete, é pra pregar mesmo...).

Mas nem todas têm uma cadeira de aconselhamento.

E quando tem, geralmente não é matéria obrigatória.

E mesmo assim, aconselhar não é necessariamente ouvir...

Mas aí, quando chegamos em casa... Ninguém quer ouvir a gente... E a gente não quer ouvir ninguém também...

As palavras de Roger de Taizé sempre me encantam.

Ele dizia que ele e seus monges não deveriam ser mestres de espiritualidade, mas sim aprender a praticar a escuta atenta...

Bom, acho que precisamos de mais mestres da escuta atenta.

Ouvir Deus, ouvir o nosso próximo...

Talvez devêssemos ter um culto em que alguma passagem das Escrituras devessem ser apenas recitadas ou cantadas, sem nossas pregações, pois estas, as vezes, fazem uma cortina de fumaça sobre o texto bíblico... e após isso, silêncio...

Rubem Alvez disse certa vez que gosta de cultos em latim, pois assim, fechava os olhos e imaginava que o pregador estava dizendo coisas maravilhosas, tão inefáveis que não era lícito ao ser humano entender...

Vai entender...

Estou quase mudando de assunto, ora pois...acho melhor ficar quieto e parar por aqui...

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