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494 Anos de Reforma Protestante

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E ste mês estamos comemorando 494 anos de Reforma Protestante. Assim como, em nosso aniversário, é salutar que façamos uma auto-análise de nossas vidas, talvez assim também devamos fazer com este movimento, que logo irá completar quinhentos anos e que influenciou profundamente a história do ocidente e do mundo. Todos os anos eu faço uma breve meditação sobre este assunto, e este ano não será diferente. Gostaria de pensar nas idéias que, em minha opinião, foram a mais forte e mais fraca na concepção protestante. O que será que foi bom para a cristandade, e o que talvez não tenha sido tão bom assim. É, obviamente, uma concepção pessoal, sujeita a erros e críticas de todos os lados. Mas vamos lá (quando penso em protestante, estou sendo bastante genérico, não me restringido à reformados, anglicanos ou luteranos em si). Em minha opinião, o ponto forte da Reforma foi a concepção soteriológica , ou seja, a doutrina da salvação. Houve um consenso entre os reformadores que a salv...

Um pouco mais de dúvida é preciso

É comum escutarmos por aí que dúvida é coisa de cético, e que a fé é a certeza das coisas que não vemos e não podemos perceber por nossos sentidos, ainda mais se somos protestantes evangélicos, que creditamos nossa salvação única e exclusivamente pela fé.

Bendita espiritualidade judaica

H á quem diga que o pensamento grego influenciou certos tipos de espiritualidade cristã. Alguns mestres me disseram que a espiritualidade grega era dualista, ou seja, fazia uma grande oposição entre corpo e alma. O corpo, de modo geral, visto como algo ruim, e a alma, como algo bom.

Teologia e Prática

A lgo que escuto constantemente dos meus pares evangélicos é que teologia não é importante, mas sim a prática. Já ouvi isso de apóstolos, pastores, presbíteros, evangelistas e crentes comuns. Discordo completamente desta afirmação. Isto porque, não existe nenhuma prática eclesial relevante sem teologia. Nenhuma mesmo.

Educação divertida

E nsinar e aprender têm que ser uma atividade prazerosa. Outro dia, minha filhotinha pediu para fazer uma brincadeirinha com o papai. A brincadeira envolvia mostrar figuras de uma carta utilizada para alfabetização. Ela adora brincar disso.

Diálogo de um Professor de Teologia com um Pastor Pentecostal - Parte I

PASTOR: Eu não gosto muito deste negócio de estudar teologia. Prefiro a prática. Há muitas maluquices nestes seminários. PROFESSOR: Mas qual o motivo desta desilusão com a teologia, pastor? PASTOR: É que sempre que vi um cabra ir pro seminário, ele perde a fé! PROFESSOR: Como assim? PASTOR: Ele já não evangeliza com o mesmo ardor, já não crê com o mesmo temor..

Cristãos perseguidos, islamismo e atividade missionária

Semana passada alguns meios de comunicação (mesmo jornais seculares) relataram a possibilidade de ser aplicada a pena de morte em Yousef Nadarkhani, pastor iraniano que se converteu do islamismo ao cristianismo. A acusação é de apostasia, ou seja, cometeu o crime de deixar o islamismo. O senador Crivella pediu apoio aos demais senadores em relação o referido pastor, e que entregassem à embaixada do Irã um documento pedindo por sua vida. Há pelo menos duas observações que podem ser feitas diante de tal episódio.

Comunhão cristã no pensamento de Dietrich Bonhoeffer

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H á poucas personalidades cristãs que me impressionam tanto quanto Dietrich Bonhoeffer. Ele era alemão; entretanto, pastoreava uma igreja em Londres. Quando o nazismo assumiu o poder na Alemanha, ele fez questão de voltar à sua terra natal e fazer algo a respeito. Fundou uma comunidade da igreja confessante, aquela que não aderiu à doutrina nazista. Foi tal comunidade que inspirou o livro “Vida em Comunhão” (Editora Sinodal), que vou postar alguns trechos por aqui. O livro é tão bom que quase nenhuma palavra cai por terra. Recomendo. No trecho abaixo, Bonhoeffer nos adverte da necessidade de dependermos também da graça do Senhor para formarmos uma comunidade, e não de nossos próprios ideais. “Numerosas vezes, toda uma comunhão cristã faliu porque vivia de um ideal. Justamente o cristão sério, aquele que pela primeira vez entra em contato com uma comunhão de vida cristã, muitas vezes trará consigo uma determinada imagem do tipo de vida em comum cristã e se empenhará em c...

Pai nosso, pão nosso

“Os carismáticos falam muito no Pai nosso, mas nada dizem acerca do pão nosso” (Leonardo Boff, na madrugada de 26 de setembro de 2011, no programa “É notícia”, da Rede TV). Na mencionada entrevista, Leonardo Boff atacou aquilo que chamou de “igrejas midiáticas”, sejam elas católicas ou evangélicas. Segundo ele, tais igrejas funcionam como um tipo de “lexotan”, um tipo de calmante para o povo, alienando-os de seus verdadeiros problemas, não tocando na questão da justiça social.

A oração que Deus não ouve - parte II

“Aquele que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração é abominável” (Prov 28.9). J á meditamos aqui, em outra oportunidade, na Oração que Deus não ouve - parte 1 , no que diz respeito a alguém virar as costas ao clamor do pobre. Agora, temos um outro exemplo de oração que é considerada abominável pelo escritor de Provérbios: é a oração de quem desvia os ouvidos de ouvir a lei.

Juntai tesouros nos céus

Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam (Mateus 6.20). O evangelho nunca tem um comando negativo que não seja seguido de um positivo. Depois de proibir seus discípulos de acumularem tesouros na terra, Jesus os exorta a acumular tesouros no céu. E como se acumulam tesouros nos céus?

Não ajunteis tesouros na terra

Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam (Mateus 6.19). E ste é um dos mandamentos mais constrangedores de Jesus para os nossos tempos. John Wesley, famoso pregador inglês, líder do movimento metodista-anglicano, pregando tal passagem para seus conterrâneos, salvo melhor juízo, na Universidade de Oxford, disse que é como se ela estivesse ainda no grego original ou em uma língua ininteligível, ainda não traduzida, pois era sempre solenemente ignorada pelos cristãos de seu tempo.

Teologia e Piedade em Hernandes Dias Lopes

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A verdade não está nos extremos. Devemos ser crentes tradicionais, apegados às verdades de Deus, de forma irredutível. Os absolutos de Deus são inegociáveis. Não podemos jogar na lata do lixo nossa teologia. Igreja sem doutrina não tem consistência, não tem firmeza, nem fidelidade. Não podemos cortar nossas raízes com o passado. Não podemos colocar no museu a nossa Confissão de Fé. Não podemos jogar fora o rico legado que herdamos dos apóstolos, dos reformadores, dos nossos pais puritanos e de tantos servos fiéis do passado. Não podemos viver como folhas ao vento, sem raiz e sem estabilidade.

Oração do Pai nosso: livra-nos do mal (2)

Ontém vimos que uma das "missões" do Maligno é cegar o entendimento dos incrédulos para que não lhes resplandeça a glória do evangelho. O Maligno também "rouba" a semente que é plantada no coração daqueles que, ouvindo o evangelho, não entendem a mensagem:

Oração do Pai nosso: livra-nos do mal

E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal ; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém (Mateus 6.13). O mal que se diz na oração do Pai nosso não é um mal circunstancial, psicologico ou um adjetivo, mas diz respeito à personificação do mal. As Escrituras reconhecem a existência de tal ser, despeito do que possamos acreditar ou não acerca de tal assunto.