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Resenha da obra "Ortodoxia Humilde", de Joshua Harris e Eric Stanford

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Joshua Harris foi pastor na Covenant Life Churcch, bem como membro do Gospel Coalition. Casado, com três filhos, e após anos de ministério anunciou que estava abandonando a sua fé cristã. Escreveu  este livro juntamente com Eric Stanford, quando ainda ativo no ministério. Em princípio, "Ortodoxia humilde" era o último capítulo de uma obra maior, porém, por incentivo de amigos, bem como por sugestão anterior de John Pipper, foi transformado em uma obra à parte. Stanford ajudou a mesclar sermões do autor, bem como preparou os guias de estudo que compõem o livro. O autor inicia seu livro compartilhando a experiência de um amigo que escrevia livros de ficção com a temática cristã, obra essa sem muita ortodoxia, o que acabou angariando críticas severas de muitos irmãos. Isso fez o autor meditar na necessidade de sermos mais amorosos ao defendermos doutrinas.  Uma singela definição de ortodoxia é dada no livro, como sendo "o pensamento correto sobre Deus", mencionando-se...

Porque no Oriente não houve Reforma?

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A foto em questão é de um padre ortodoxo e sua família. Eu a retirei da página do facebook Cristianismo Ortodoxo . A Igreja Ortodoxa entende a si mesma como fiel continuadora das tradições deixadas pelos apóstolos e pais da igreja. É uma fé muito bonita, com uma tradição muito rica, e que se separou de Roma no ano de 1054 (na verdade, os cristãos ortodoxos entendem que, quem se separou foi Roma). Seus principais patriarcados eram Constantinopla, Antioquia, Alexandria e Jerusalém. Hoje, a mais forte representante da Ortodoxia é a Igreja Russa. Fato é que, olhando para a história da Igreja Ortodoxa, não há, de modo geral, nada parecido com o que ocorreu no Ocidente relativo à Reforma Protestante. Porque será? De início, já digo que esta simples meditação não visa de modo algum esgotar o tema, mas somente fazer conjecturas do porque não terem surgido reformadores conforme os que existiram no ocidente. Faço esta reflexão de forma mais respeitosa possível. Seguem portanto, ...

Teologia da Espiritualidade: Ortodoxia

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A Ortodoxia é aquela expressão do cristianismo que se separou de Roma no início do primeiro milênio (ou seja, muito antes da Reforma Protestante), mas que com aquela já tinha algumas diferenças, notadamente no que diz respeito à liderança da igreja (supremacia papal), e outros conceitos teológicos. Muito do que foi dito acerca do catolicismo romano, como a ênfase litúrgica, a realidade da igreja enquanto instituição divina pode ser aplicada também à Ortodoxia, entretanto, ainda assim há diferentes ênfases e práticas espirituais que a distinguem das demais tradições cristãs. Postagens anteriores sobre o tema teologia da espiritualidade: A espiritualidade Católica Doutrina e Prática Em busca de significados

Diálogo com um evangelical que pensou em se tornar cristão Ortodoxo

O trânsito religioso em nosso meio tem sido muito grande. Foi comum, na história religiosa de nosso país, a migração de pessoas oriundas do catolicismo ao protestantismo, das mais variadas vertentes. Entretanto, ultimamente, o contrário também tem ocorrido. Fiz algumas entrevistas, estudos, neste campo, e lembro-me de um diálogo/debate que tive com um amigo de Recife, o Jeferson, que estava pensando, naquele momento, em deixar de ser protestante para se tornar cristão Ortodoxo.

O padre, segundo João Crisóstomo

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É necessário que a alma do padre bilhe à maneira de uma tocha que ilumina a terra inteira; a nossa está encoberta por tal sombra provenitente de uma má consciência que se encontra incessantemente submersa nela e já não consegue levantar, com confiança, os olhos para o seu mestre. Os padres são o sal da terra; mas quem suportaria facilmente nossa tolice e nossa falta de experiência em todas as coisas, senão vocês que estão habituados a nos amar de maneira exagerada? Com efeito, é necessário não só que ele seja puro para ser julgado digno de tal serviço mas ainda que seja suficientemente precavido e possua uma grande experiência. Deve conhecer as coisas da vida como aqueles que vivem no mundo, embora deva manter-se afastado de todas elas mais do que os monges que se refugiaram nas montanhas. Por viver em companhia dos homens que têm mulher, criam filhos, dispõem de empregados, estão rodeados por grandes riquezas, administram negócios públicos e ocupam posições importantes, é necessário...

Ícone Ortodoxo contra o Aborto

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Sugiro enfaticamente aos amigos leitores que consultem o site da Igreja Ortodoxa para entenderem a explicação deste ícone que expressa a monstruosidade do aborto: http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/iconografia/icone_ortodoxo_contra_o_aborto.html #

Maria, por um evangelical

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E sta última quinta feira tive a oportunidade de estar em um evento ecumênico, realizado na Paróquia de São Luiz, aqui em São Paulo, em que um padre católico romano, um ortodoxo e um anglicano discorreram acerca das percepções que cada igreja tinha acerca da Bem Aventurada Mãe de Nosso Senhor. O primeiro a falar foi o padre católico que deu uma boa visão histórica acerca dos diálogos entre a igreja católica e demais igrejas sobre o assunto. Discorreu sobre o diálogo com batistas, pentecostais, metodistas, e sobretudo, anglicanos. Um dos pontos que talvez ele tenha mais dedicado seu tempo foi em uma, por assim dizer, a uma interpretação mais aceitável, dos dogmas mariológicos católico romanos por parte das igrejas oriundas da Reforma. Ao discorrer, por exemplo, acerca do dogma da Assunção de Maria, quis dar a entender de que, muito mais do que uma elevação física dela aos céus, tem muito mais a ver com o fato do próprio Deus assumir os seus, levando-os para junto dele, o que ...

Protestantismo, ortodoxia e liberalismo

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É comum vermos uma certa "guerra doutrinária" nos seminários e circulos teológicos evangélicos. A bola da vez é atacar o que se convencionou chamar de liberalismo teológico". Entram debaixo desta alcunha desde teólogos neo-ortodoxos como Karl Barth ou mesmo existencialistas como Tillich e Bultmann, que de liberais mesmo, tenho alguma dúvida se algo tiveram... Aliás, conversando aqui ou acolá, a gente fica sabendo que gente que é considerada liberal por um grupo é considerada conservadora por outro. Vejamos o exemplo de Dom Robinson Cavalcanti, o grande anglicano brasilerio. No meio evangélico, é considerado um liberal. Se você ler o blog do Júlio Severo, que, salvo melhor juízo, está entre os ultra conservadores, verá muitas críticas ao socialismo de Cavalcanti. Entretanto, se você conhecer boa parte da liderança da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, igreja da qual o mencionado pernambucano foi consagrado bispo, veríamos que por lá ele é considerado ortodoxo, conserv...

Sobre garrafas e caninhos...

D eus é poesia, é mistério... As religiões tendem a ser garrafas... Entre estas garrafas, há algumas mais bonitas; outras mais feias... No meio evangélico, há garrafas muito feias... Talvez, das mais feias de todas... Ou armários, ou correntes, etc... sei lá... Se o fiel não "rezar" na cartilha da denominação, não se vestir como lhe é determinado, não agir como mandam, não der dízimo. ele está fora da garrafa, portanto, longe de Deus, amaldiçoado... Entretanto, não comungo da idéia de certos intelectuais que entendem que tais fiéis são um bando de pobres, abestados, explorados... Não; penso sinceramente que, não obstante as possíveis perdas que tais fiéis possam ter, eles recebem algo de bom da comunidade ao qual estão inseridos, e que mudou a sua vida. Eles não são burros. Podem estar enganados, em certos pontos, mas burros, não são. Esta não é somente a minha opinião; é também a do padre libertacionista José Comblim (inclusive, mais otimista do que eu) e do sociólogo Ricard...

Até que ponto é preciso crer em dogmas?

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ATÉ QUE PONTO É PRECISO CRER EM DOGMAS? O que precisamos crer, no que realmente precisamos acreditar para sermos bons cristãos/? Antes de iniciar esta reflexão, penso que é importante fazer a seguinte ponderação [1] . Tenho grande respeito pelos dogmas cristãos. Pelo credo apostólicos, pelo niceno-constantinapolitano, pelas Escrituras, pelos símbolos de fé, pelos sacramentos, bela beleza da iconografia dos ortodoxos, pela patrística, pela hinologia reformada, pel pentecostalismo, onde fui formado e criado; enfim, tudo o quanto configure esta fascinante história do cristianismo sobre a face da terra. Tenho grande consideração pelas comunidades evangélicas, uma das quais alegremente pertenço, e que se reúnem ao redor do mundo com tremenda alegria e ardor comunitário, que comunicam sua mensagem ao através, muitas vezes, de comunidades alegres, cantantes, dançantes, etc. Aprecio também a liturgia das chamadas Igrejas Católicas, seja da ala mais modernista, seja da ala mais tradicionalista,...