segunda-feira, 18 de maio de 2015

A maneira divina de realizar os seus próprios atos



"O amor está tanto mais presente, à medida que a alma, despojando-se de si mesma e de toda a afeição criada, só se deixa conduzir pelos impulsos desse Espírito que conclui em Deus o ciclo da vida trinitária"


"Não são os atos extraordinários que fazem os santos, mas a maneira divina de realizá-los"


"Um dos frutos desta espiritualidade essencialmente contemplativa é arrancar a alma a si própria e a suas preocupações mesquinhas para estabelecê-la de maneira habitual numa atmosfera de eternidade. Toda alma cristã devia considerar-se uma exilada na terra".


"Enquanto nossa vontade tem caprichos estranhos à união com Deus, fantasias de sim e de não, nós permanecemos no estado de infância e não caminhamos a passo de gigante no amor; porque o fogo ainda não queimou toda a liga; o ouro não está puro; estamos em busca de nós mesmos; Deus não destruiu toda a nossa hostilidade a Ele".


(trechos da obra "Doutrina Espiritual de Elisabete da Trindade", escrita por M. Philipon, Ed. Paulus)



A maneira divina de realizar um ato, por mais simples que seja, consiste em fazer tudo para a glória de Deus. Toda luz do egocentrismo deve ser apagada nesta busca pela majestade divina. Grandiosos atos como dar o próprio corpo para ser queimado, distribuir os bens aos pobres, realizar grandes pregações e milagres, tudo isso perde sua importância se estivermos buscando mais a nós mesmos do que a Deus. Entretanto, se nossa obra for simples, como lavar os pés de alguém, mas se o fizemos como se fora ao próprio Cristo, estaremos realizando uma obra de forma divina. É por isso que nos pequenos atos cotidianos podemos tocar os céus. Basta lembrar-se de Deus em tudo o quanto fizer. 

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