Do direito ao sossego e ao lazer com segurança

Por esses dias fui a uma igreja, convidado para pregar.

Quem já foi em um culto já deve ter visto que, em algumas igrejas, há um momento separado para o “testemunho dos irmãos”.

Uma senhora, bastante humilde, começou a dar um testemunho.

Disse que estava sozinha em sua casa, quando começou uma barulheira na rua.

Eram jovens fazendo algazarra ao som altíssimo de seus carros.

Ela se desesperou e foi orar.

Foi quando de repente, ela ouviu uns gritos e foi para fora ver o que era.

Era a polícia, com seus capacetes e seus cassetetes, dispersando todo mundo!

E ela, de sua simplicidade, “deu glória a Deus” pela benção recebida! A igreja caiu na gargalhada e depois aplaudiu.

Isso é muito interessante.

Por esses dias ficamos todos chocados com as ocorrências em Paraisópolis, com a morte de nove jovens.

Desejamos que os responsáveis sejam punidos, uma vez que fique constatado abuso, e que o Senhor console a família de todos que padeceram.

Não desconhecemos as dificuldades pelas quais passam os jovens da periferia, das quais com oportunidades de lazer precárias.

Entretanto, não podemos nos esquecer das inúmeras famílias que padecem por conta do som ensurdecedor destas festas, entre outros inconvenientes graves.

O barulho, às vezes, começa na quinta, e vai até o domingo.

Os que podem se mudam. Outros, vão nestes dias para casa de algum parente distante.

Fato é que ninguém é obrigado a ouvir, contra a sua vontade, barulho de tipo nenhum que lhe tire o sossego, seja de uma igreja evangélica, seja de um baile funk.

Daí, a necessidade de uma regulamentação e fiscalização estatal para que, ao mesmo tempo se garanta a segurança aos participantes desta festa e se respeite o direito ao sossego dos não participantes, talvez levando a algum local com vedação acústica, ou mesmo a um espaço não residencial. Enquanto isso não ocorrer, talvez seja melhor não frequentar festas assim.

(Publicado no Zona Sul Notícias, Edição 229, dezembro de 2019)

Da necessidade de se regulamentar as festas "funk"

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