O que a queda de uma famosa vegana tem a ensinar aos ministros do evangelho?

Por esses dias, uma famosa vegana, Yovana Mendoza Ayres, também conhecida como Rawvana, foi flagrada comendo carne de peixe. 

Ela tinha milhares de seguidores nas redes sociais, bem como diversos patrocínios. 

Ocorre que, em uma viagem com uma amiga (também famosa), essa, por acidente, a filmou em um momento de descontração, comendo o dito peixe, e seu vídeo rapidamente se espalhou pela internet.

Foi um tombo tremendo para a dita Yovana!

Ela ainda veio a público para pedir desculpas, porém, ficou a sensação de que isso só ocorreu por ter sido flagrada, até mesmo porque, aparentemente já havia dois meses que ela estava se alimentando de carne de peixe e ovos por prescrição médica. Parece que ela esteve os últimos anos doente, sofrendo com anemia, com o intestino cheio de bactérias (em um nível não recomendado), bem como com o ciclo menstrual comprometido. Ocorre que, mesmo assim, ela preferiu manter as aparências, manter os seguidores e os patrocínios.

Pois bem.

O que isso tem a ver com os ministros do evangelho (ou mesmo, com a totalidade dos cristãos)? 

Se nós, os ministros do evangelho, fôssemos flagrados em todos os momentos de nossas vidas, será que não seríamos tidos também como impostores?

Será que realmente não há nada em nós que contraria aquilo que constantemente pregamos em nossas igrejas?

Será que todos nós, em alguns momentos, não vivemos fases ou situações em que era melhor confessar nossos erros e desistir? Principalmente aqueles que têm algum ganho econômico com o evangelho, que vivem da pregação?

Sim.

Do mesmo modo que ocorreu com a famosa vegana, acontece também na vida de todo ministro do evangelho, e quiçá, de todo cristão.

Em algum momento da caminhada, não vivemos conforme o que pregamos.

Por isso, para que nosso tombo não seja grande também, é preciso admitir constantemente para nós mesmos, para o nosso povo e para a sociedade de que não somos perfeitos, nem infalíveis, nem impecáveis. 

E que somos completamente dependentes da graça, e da misericórdia de Deus. E que sem ela, não ficamos de pé.

E com isso, aprendermos a não sermos tão duros em nosso julgamento quando o nosso próximo vier a cair.

Caso contrário, corremos o risco de cair no erro da hipocrisia, qual seja, manter somente uma aparência sem nenhuma correspondência com a realidade, como aqueles pastores que dizem que crente não pode ficar doente, e depois, quando eles mesmos adoecem, precisam se tratar escondidos.

E se, eventualmente, escolhermos viver um estilo de vida que objetivamente não corresponde aquilo que pregamos, é melhor realmente ser sincero e parar.


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