Leitura: 2 Crônicas 25 “Fez ele o que era reto perante o Senhor, porém, não com inteireza de coração” (2 Cro 25.2). Amazias, filho do Rei Joás, e pai de Uzias, parece ter começado relativamente bem o seu reinado, embora cometendo alguns erros. Ele contratou soldados israelenses para combater ao lado de Judá, por um grande valor em prata (vers. 6); porém, foi advertido por um profeta que o Senhor não se agradava de Israel, e que não era para os levar para batalha (vers.7). Ele deu ouvidos ao profeta e despediu os mercenários contratados, que muito se iraram e causaram prejuízo por onde passaram (vers. 12). Amazias então, com seu exército, conseguiu vencer uma grande batalha, porém, inexplicavelmente, prestou adoração aos seus deuses (vers. 14). Irado, o Senhor envia outro profeta ao rei para o advertir, porém, desta vez, Amazias não dá ouvidos, sendo isso a sua ruína (vers. 16). Depois, por conta de sua soberba, desafia o rei de Israel para “medir armas”, uma es...
A lgo que escuto constantemente dos meus pares evangélicos é que teologia não é importante, mas sim a prática. Já ouvi isso de apóstolos, pastores, presbíteros, evangelistas e crentes comuns. Discordo completamente desta afirmação. Isto porque, não existe nenhuma prática eclesial relevante sem teologia. Nenhuma mesmo.
"E não houve guerra até o trigésimo ano do reinado de Asa" (II Crônicas 15.19) A passagem diz respeito ao reinado do rei Asa, em Judá. Segundo as Escrituras, ele serviu fielmente a Deus durante trinta e cinco anos do seu reinado. Ele removeu altares estranhos (14.3), mandou que Judá buscasse ao Senhor (14.4), removeu os altos (14.5), edificou cidades (14.7), venceu batalhas em nome do Senhor (14.11). Foi tão sério em sua obediência que não vacilou em depor a própria mãe quando esta caiu em idolatria (15.16). Entretanto, no trigésimo sexto ano de seu reinado, para se livrar da opressão de Israel, tirou tesouros da casa do Senhor e fez aliança com o rei da Síria, para que esta, por sua vez, rompesse com Israel, bem como atacasse a antiga aliada, o que de fato, acabou acontecendo. Logo após tal ocorrência, o profeta Hanâni admoestou ao rei Asa, entregando uma palavra da parte de Deus, reprovando sua aliança com o rei da Síria. Asa, enfurecido contra o profeta, o casti...
É provavelmente o mais comentado dentre todos os evangelhos. Considerado de muita profundeza devocional, espiritual e teológica dentre todos. O evangelho preferido de Lutero. Autoria : Formalmente anônimo, assim como os demais evangelhos. É uma testemunha ocular (João 1.14). A escola tradicional entende que foi João, filho de Zebedeu. A referência em João 21.24-25 parece apontar para o “discípulo a quem Jesus amava” (13.23; 19.26; 20.2; 21.7,20). A primeira testemunha que indica que João foi o autor é Irineu , e ele já está no segundo século. Entretanto, é uma testemunha muito importante, pois segundo a tradição, ele, Irineu, foi discípulo de Policarpo, e este, do próprio apóstolo João, e tal autoria foi aceita por diversos outros teólogos primitivos, que eram bem críticos e rígidos em suas análises, conforme afirmam muitos estudiosos (Tertuliano, Orígenes, Clemente de Alexandria, etc). A controvérsia surge pelo fato deste evangelho ter sido o preferido dos gnósti...
Esta em moda hoje uma ideia de religião de causa e efeito. O que vem a ser isto? É a ideia de que se a pessoa realizar certos rituais, cumprir certas promessas, se comportar de determinado modo, cumprir certos mandamentos, ela será tremendamente bem sucedida na face da terra, com prosperidade, boa família, boa casa, etc. Isso já vinha de um certo paganismo, ou mesmo talvez de um catolicismo de cunho popular, mas tem se propagado cada vez mais no meio evangélico. São comuns as campanhas das promessas e coisas do tipo. E cada um fica meio que esperando a sua vez de ser abençoado, de dar o seu testemunho ou coisas do tipo. Mas isso não está somente em expressões populares do pentecostalismo. Mesmo discursos intelectualmente mais elaborados podem acabar defendendo este ponto de vista. Tudo isso muito interessante, muito bonito, atraindo muitas pessoas, mas com um único probleminha: não está de acordo com o evangelho. Lembro-me por exemplo, da história de João Bat...
J esus, nos evangelhos, nos ensina características que um discípulo deve deve ter. Muitos de nós somos religiosos, mas não discípulos. Precisamos ficar atentos em relação a isso. Seguem algumas das características de um discípulo conforme ensinado no evangelho: 1 - Um discípulo tem que ter como modelo o seu mestre: O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre. Lucas 6:40 . Ou seja, tem que ter como modelo a vida de Jesus para a sua vida. Somos todos desafiados a buscar a perfeição para sermos como o nosso Mestre. 2 - Um discípulo tem que carregar a sua cruz: E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Lucas 14:27 . Levar a cruz é uma vida de santidade sacrificial e renúncia diante deste mundo. A cruz também é símbolo de mútua rejeição entre o mundo e o discípulo. 3 - O discípulo é alguém que renunciou tudo por amor a Cristo: Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pod...
KELLER, Tim. "Ego Transformado" Tradução de Eulála Pacheco Kregness. São Paulo: Vida Nova, 2014. Tim Keller é pastor, fundador da Igreja Presbiteriana do Redentor, em Nova Iorque, escritor e apologista. Na introdução desta obra, Tim Keller narra as discussões na igreja de Corinto em que cada grupo dizia se identificar em torno de um líder. Tais motivações eram o orgulho e a vanglória. Menciona que tradicionalmente se creditava à auto-estima o fundamento de muitas atitudes ruins, mas que modernamente, se pensa justamente ao contrário: é a baixa-auto estima que gera más ações. De qualquer modo, o autor ressalta que o apóstolo Paulo irá demonstrar uma forma diferente de entender estas questões. No capítulo primeiro, discutindo o texto de 1 Co 4.6, menciona que Paulo havia exortado os seus leitores a "não se orgulharem de uma pessoa em detrimento de outra", sustentando que o apóstolo quer ensinar aos seus leitores algo acerca do ego humano, mencionando que o termo...
E ste mês estamos comemorando 494 anos de Reforma Protestante. Assim como, em nosso aniversário, é salutar que façamos uma auto-análise de nossas vidas, talvez assim também devamos fazer com este movimento, que logo irá completar quinhentos anos e que influenciou profundamente a história do ocidente e do mundo. Todos os anos eu faço uma breve meditação sobre este assunto, e este ano não será diferente. Gostaria de pensar nas idéias que, em minha opinião, foram a mais forte e mais fraca na concepção protestante. O que será que foi bom para a cristandade, e o que talvez não tenha sido tão bom assim. É, obviamente, uma concepção pessoal, sujeita a erros e críticas de todos os lados. Mas vamos lá (quando penso em protestante, estou sendo bastante genérico, não me restringido à reformados, anglicanos ou luteranos em si). Em minha opinião, o ponto forte da Reforma foi a concepção soteriológica , ou seja, a doutrina da salvação. Houve um consenso entre os reformadores que a salv...
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu (Mateus 6.10); A ssim na terra como no céu... O céu é o símbolo do lugar em que a vontade do Senhor é perfeitamente realizada, de um modo tal que não podemos sequer imaginar. Entretanto, a terra é, em algum sentido, o lugar em que a vontade do Senhor ainda não se realiza.
Tem sido comum ver igrejas usarem em seus cultos a bandeira de Israel, com a estrela de Davi. Imagem retirada do Youtube É algo muito estranho, visto ser Israel uma nação judaica, que rejeitou Jesus como Messias. Se fosse a bandeira da Suiça ou da Suécia (com a cruz), daria até para entender, mas a de Israel, não faz sentido. Há quem tenha usado até réplicas da arca da aliança, quipá, talit, e até observam ritos do calendário judaico. Muito triste tudo isso. Quando Paulo escreveu aos filipenses, deixou claro que todas as suas credenciais judaicas (ciruncisão, linhagem de Israel, ser da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus, fariseu) eram perda, refugo, para que ele pudesse ganhar a Cristo. A epístola aos hebreus é todo um tratado da superioridade de Cristo sobre Moisés, do Evangelho sobre a Lei, do sacerdócio de Jesus sobre Arão, e que tudo aquilo estava prestes a desaparecer. Voltar a usar símbolos judaicos pode fazer com que, ao se reerguer o símbolo, se esvazia o significado do que f...
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