sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dando prazer a Deus


Teresa do Menino Jesus

Estive, esta semana, em uma livraria da Editora Paulus, e tive a oportunidade de ter em minhas mãos uma obra acerca da vida de Teresa do Menino Jesus.

Chamou-me a atenção um dos capítulos do livro em que Teresa declarava, com outras palavras que, todo o foco de sua vida era no sentido de dar prazer para Jesus.

Ou seja, tudo o que aquela mulher queria fazer, deveria estar permeado desta santa intenção, o de dar prazer, alegria, ao coração do Mestre!

Isto me chamou bastante a atenção, pois, vivemos apressadamente com tantas intenções, não é mesmo? Mas será que, mesmo como cristãos, podemos afirmar que temos vivendo UNICAMENTE (sim, unicamente) com a intenção de dar prazer a Jesus?

Tal palavra me tocou profundamente, ao ponto de, ali mesmo, naquela livraria, eu já ficar um pouco impactado e imerso em tais pensamentos.

Após, me propus a pensar em que coisas poderiam dar prazer ao coração de Jesus; de que modo, eu poderia, em meu cotidiano corrido, de acordar cedo, trabalhar, ser pai, dormir tarde, etc, dar prazer ao coração d'Ele.

Uma das coisas que pensei (e que penso) que podem causar tal alegria no coração do Mestre é querer estar com Ele tão somente por quem Ele é; ou seja, ter prazer na companhia dele.

Sei que isso parece óbvio demais; entretanto, é assim que eu vejo Jesus; alguém que quer conosco se relacionar! Alguém que, mesmo sendo o dono da igreja, bate, do lado de fora, na porta de nossos corações, para que, se porventura, o deixarmos entrar, ele se banqueteie conosco (como fez com os cristãos de Laodicéia).

Acho que é por isso que, quando as Escrituras nos falam da comunhão do Espírito Santo conosco, nos remete, entre outras coisas, à sensações de prazer, como alegria, paz, amor, etc. Porque é um prazer para Deus relacionar-se com suas criaturas, que n'Ele encontram o motivo maior de suas vidas.

Atualmente, há muito incentivo para que se busque a Jesus por aquilo que Ele pode conceder.

Até podemos entender quando alguém busca desesperadamente Jesus por uma cura, por um milagre, ou por perdão dos pecados para tranquilizar uma consciência pesada, afinal, tal pessoa está buscando uma solução para seus problemas.

O que é duro é saber que muitos os buscam por seus interesses mesquinhos e interesseiros, como o de se enriquecer financeiramente. Aí, não dá para engolir!

Entretanto, mesmo os que o buscam para satisfazerem uma real necessidade, precisam ficar atentos para o caso de, tal necessidade ser satisfeita, não acabar se afastando totalmente de sua presença.

Tais revelam que só queriam a cura, o milagre, e não a Jesus!

Assim como aquele grupo de dez leprosos, em que, todos foram curados, mas somente um, o gentio, voltara para agradecer.

Isto porque, aqueles que se julgavam do povo de Deus, acabam por assumir uma mentalidade de que, por tal motivo, era natural que Deus os curassem!

Mas aquele que retornou, e que era gentio, este sabe que recebeu uma graça imerecida. E voltou para a presença de Jesus, pois sabe que a presença deste é tudo o que importa!

Assim também, nós, deveríamos nos aperceber que a presença de Jesus é tudo o que importa!

E, uma vez conhecedores de tal presença, buscar, como Teresa, tentar, ainda que timidamente, viver para dar prazer a Jesus.

Quando conheço uma pessoa, tenho maiores chances de saber o que lhe dá prazer!

Minha filhinha, por exemplo, quando a levo para passear no parque, andar de bicicleta, ou quando me sento para desenhar e pintar com ela, percebo em sua face o prazer que sente. Parece até que, quando dorme, o faz sorrindo. Como gostaria de poder cercá-la de cuidados para que toda esta aura de alegria possa prevalecer sobre sua preciosa vida!

Em relação a Jesus também, pela leitura das Escrituras, pelo seu Santo Espírito, pelo partilhar da comunhão, podemos tentar conhecer o que lhe dá prazer.

E, por mais importante que sejam os nossos cultos e os nossos cânticos, em que entoamos o nome de Jesus, penso que não é somente isso que dá prazer a Cristo.

Ousadamente, até pergunto-me, as vezes, se isto dá algum prazer ao Mestre.

Não estou propondo que paremos de cantar hinos a Jesus, mas pondero que não há nenhum mandamento da parte dele do tipo: ide, e fazeis culto em meu nome, cantando músicas para mim!

A igreja sempre irá ter louvores ao seu Salvador, ainda que Ele, o servo humilde, não tenha ordenado isso!

Mas certamente o que lhe causa prazer mesmo, seja que seus alunos, seus discípulos, vivam de acordo com aquilo que ele ensinou, pois o que ele ensinou é bom, primeiramente para nós mesmos! Pelo menos, eu, como professor que sou, sinto prazer quando meus alunos aprendem algo que ensino. E Jesus disse aos seus discípulos para que vivessem de acordo com aquilo que ele ensinou, e que tais coisas fossem ensinadas para todas as gerações!

Com tudo isso, amados irmãos em Cristo Jesus, penso que nos fica este desafio: o de focar-nos neste objetivo, o de dar prazer ao coração de Deus. O que poderemos fazer para realmente causar alegria ao coração de nosso Pai. Poderíamos ficar horas meditando naquilo que pode dar ou não prazer ao coração de Deus! E talvez, o façamos mais vezes, em outras oportunidades!

Alguém já disse certa vez, que, o que faz os atos santos, não são a grandiosidade do modo como são realizados, mas sim a forma santa e humilde de os realizar. Que a inspiração de Teresa seja também uma inspiração de vida para todos nós.


Leia também:

A fé sofredora de Dietrich Bonhoeffer

A fé corajosa de Edith Stein

O testemunho de São João Crisóstomo

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