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Mostrando postagens com o rótulo teologia

A natureza da missão da igreja, no pensamento de John Stott

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John Stott, participando de algumas conferências mundiais, relata em sua obra “Missão Cristã no mundo moderno” que havia dois grupos que discordavam entre si. O primeiro, a quem denominou de “evangélicos”, entendia que missão seria somente pregar o evangelho e conseguir o maior número possível de convertidos. Não havia interesse em transformar o mundo, pois este era irremediavelmente mau. Alguma transformação, no máximo pelo exercício de alguma influência cristã na sociedade por parte dos convertidos. Já, o segundo grupo, a quem denominou de “ecumênicos”, entendia que missão era justiça social, trazer a paz de Deus sobre a terra. A ideia seria apoiar aquilo que Deus estivesse fazendo no mundo por intermédio de algum grupo de pessoas que nem precisava ser da igreja (e geralmente não é). Então, por exemplo, se alguém estivesse combatendo o racismo, era dever da igreja apoiar tal grupo. Entretanto, tal grupo não tinha mais nenhum interesse no evangelismo. Contra o primeiro grupo, Stott te...

Tiago, Pedro, a teologia do processo e a soberania divina

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O primeiro apóstolo a ser martirizado foi Tiago, irmão de João (Atos 12.1). Foi passado ao fio da espada, por determinação de Herodes. Segundo o autor de Atos, em uma clara intenção de agradar os judeus, o governante mandou também prender a Pedro. Entretanto, o príncipe dos apóstolos teve um destino diferente. Ele foi liberto miraculosamente por um anjo (Atos 12.9). Ele estava preso, sob vigilância de alguns soldados. Depois, pela manhã, estes são executados, tendo em vista que Pedro fugiu. Alguém poderia perguntar: mas por que Deus libertou Pedro e não a Tiago? E o que dizer dos soldados que foram mortos, mesmo não tendo culpa alguma da fuga de Pedro? Não é injusto que eles morressem dessa forma? São perguntas pertinentes. Há algum tempo, estão surgindo teologias no sentido de que o Senhor não pode agir nesse mundo de forma sobrenatural, pois isso seria favorecer alguém e não a outro, demonstrando uma espécie de acepção de pessoas. Talvez a mais pertinente teologia que declare algo as...

Se Deus é bom, por que coisas ruins acontecem?

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Não sou o primeiro, e nem serei o último a meditar acerca deste assunto. Penso eu que Deus criou o mundo com determinadas leis. Uma delas é a lei da física.  Esta lei segue determinados parâmetros, dentro de certas condições. Se você se jogar de um prédio, irremediavelmente cairá, pois há uma lei operando. Haverá uma causa (você se jogando) e também um efeito (você caindo até dar de encontro com algo sólido que interrompa sua queda). Isso vale para todas as áreas da natureza, como na biologia e na química. Se entrarmos em contacto com determinado agente patogênico, provavelmente adoeceremos. Se misturarmos determinados elementos químicos, podemos gerar certos compostos, como remédios, ou mesmo criar armas. Se destruirmos as matas e florestas, haverá um resultado biológico em nosso ecossistema. Se poluirmos nossas praias, levaremos as tartarugas marinhas e outras espécies ao risco de extinção.  Assim também nas relações humanas. Posso escolher roubar, agredir, ma...

As fontes da Teologia Sistemática no pensamento de Paul Tillich

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O teólogo sistemático não pode reivindicar validez para a norma que ele usa, apontando para os pais da igreja, concílios, credos, etc. A possibilidade de que todos estes tenham incorrido em erro dever ser mantida pela teologia protestante com tanta radicalidade quanto Roma afirma o contrário em sua doutrina da infabilidade papal (Paul Tillich).  Este artigo tem como interesse básico refletir sobre o que o autor supramencionado entende que deve servir como fonte do teólogo sistemático protestante em seu trabalho de expor os conteúdos da fé cristã. Em meio a tanto fundamentalismo e radicalismo existente hoje no meio protestante/evangélico, talvez seja interessante fazermos uma reflexão sobre o tema supracitado tomando como base o pensamento deste renomado teólogo alemão em sua grande obra Teologia Sistemática, que no Brasil foi publicada pela primeira vez pela Editora Sinodal em parceria com as Edições Paulinas. Segundo Paul Tillich, a teologia “é a explanação metódica...

Do cristianismo ao ateísmo

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H á boas chances do ateísmo moderno ser uma espécie de descendente, ou até mesmo de um produto da religião judaico cristã, principalmente do seu aspecto protestante, visto que foi em meio a esta cultura que ganhou maior força e estrutura. Provavelmente possa ter existido na Antiguidade pessoas que não tenham acreditado na existência de um ser superior, entretanto, salvo melhor juízo, não há nada documentado neste sentido. Existem religiões milenares no oriente, como o budismo e o confucionismo, entretanto, nunca se houve notícia de que tais religiões ou formas de pensamento tenham gerado alguém ou um grupo de pessoas que atacassem diretamente as formas do pensar religioso e negassem radicalmente a existência de Deus (ou de deuses) e das realidades espirituais. Também na filosofia grega não se tem notícia de algum filosofo ou pensador que tenha negado a existência da divindade, mesmo nas mais gloriosas elucubrações “científicas” do gênio grego. Nem Epicuro, que herdou o atomism...

Deus é injusto?

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No evangelho de João há um relato em que Jesus vai diante do chamado poço de Betesda. Nestas localidade havia muitos enfermos, incontáveis. Segundo o relato, Jesus curou apenas um, e os demais ficaram como estavam. Muitas outras passagens existem assim na sagrada escritura... O que dizer diante de tal fato? Deus é injusto por curar alguns, e outros não? Alguns dizem: Deus é soberano, faz o que quer e ponto. É a resposta mais simples. É a resposta do crente. Outros dizem: Deus não existe. Bobeira perder tempo com isso! Ou se existir, não é desse jeito que essas escrituras narram. É a resposta do ateu, do agnóstico. Há que diga: Deus não pode ser injusto, curar uns e outros não. Logo, estes relatos são míticos, e querem comunicar outra coisa, mas não a possibilidade de cura. Eles, apesar de crerem em Deus, querem "limpar sua barra" e justificar sua crença de forma inteligente. Logo, elaboram uma teoria no sentido de que Deus não interfere neste mund...

Deus realmente matou o Filho como condição para nos perdoar?

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É uma alegação constante feita aos cristãos, no sentido de que, se Deus é bom, ele poderia simplesmente perdoar, e não ter que “matado” o Filho, por assim dizer. Tal acusação demonstra um desconhecimento acerca do que os cristãos, de modo geral, pensam acerca de seu Deus. Deus não matou o Filho. Deus “estava em Cristo” reconciliando consigo o mundo (2 Co 5.19). O Pai e o Filho são um (João 10.3). Os cristãos são monoteístas, creem em um único Deus, mas sustentam que esse mesmo Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Três pessoas, um único Deus. "Ah, mas isso é muito complicado", alguém pode dizer! E é mesmo! Acho que foi C. S. Lewis quem disse que não acreditaria em uma religião que ele mesmo pudesse inventar. Então Deus não matou o Filho. Esse voluntariamente se deu em resgate por muitos (Mateus 20.28). Assim sendo, a cruz foi um ato de amor realizado pelo Pai e pelo Filho, pois o que uma pessoa da Santíssima Trindade realiza, o faz em conjunto com os demais. O P...

Dos atos realizados pela Igreja

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Há muitas funções realizadas na igreja que se pretende cristã, e elas estão intimamente interligadas umas com as outras. Vejamos: ADORAÇÃO A adoração significa glorificar a Deus por conta de seus grandes feitos e atributos, o que pode ser feito por intermédio de nossas orações e louvores a Ele dirigidas. São atos voltados exclusivamente para o Senhor, mas que edifica também os crentes. O Senhor deve ser o centro de toda a adoração e dos atos dos fiéis ( Romanos 11.36; 16.27; 1 Coríntios 10.31; Efésios 3.20-12; Filipenses 4.20; 1 Tim 1.17; 3.16). Pensando de maneira ampla, fora das fronteiras eclesiásticas, pode ser vista como um estilo de vida. O louvor, como um ato de adoração, era uma prática comum no antigo testamento, como podemos ver no livro de Salmos. Podemos nos perguntar se há alguma forma “mais santa”, ou “mais correta”, relativa à adoração.  Devem ser utilizados elementos simbólicos?  E gestos corporais? Independente da resposta que se dê, tu do dev...