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Mostrando postagens com o rótulo sofrimento

Quando o não agir de Deus é mais amoroso do que o agir

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Uma das coisas mais tristes que se realiza no ofício pastoral é visitar alguém no hospital que esteja com uma enfermidade terminal. Como gostaríamos de ter um poder infalível de curar alguém nestes momentos. Clamamos sim. Alguns se levantam, melhoram, tocam sua vida. Outros, não. Há momentos em que visitamos alguém jovem. Ele nos olha nos olhos procurando um motivo. Não temos nenhum a oferecer. Expressam que querem continuar a viver. Apoiamos seu desejo, lhes oferecendo palavras de ânimo e de confiança. Por isso é tão triste quando ao final de uma luta assim, a pessoa não resiste. Sim, há pessoas que acreditam em uma cura sobrenatural até o último instante. E esta não acontece. E a pessoa parte. Quero acreditar em algo que me faça entender e aceitar esse momento. Sou uma pessoa da fé. Quero crer que se tal pessoa partiu, foi para uma realidade bem melhor que essa. Se o Pai não a curou, é porque a ama. Quero entender que curar é algo bom. Mas levar a pess...

Até no riso tem dor o coração

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“Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é a tristeza” (Provérbios 14.13) Há momentos muito felizes na vida da maioria de nós. O carinho de uma mãe. O abraço de um amigo. O encontro com a pessoa amada. A sexualidade bem praticada. O nascimento de um filho. Atingir uma realização. Ganhar presentes. Receber atos de bondade. Muitas coisas trazem sentido e alegria à nossa existência. Entretanto, há também os momentos tristes. A tristeza, a dor, o sofrimento... Tudo isso é como se estivesse subentendido em tudo o que temos e fazemos. É uma sombra que nos acompanha. É como se o sorriso fosse somente um breve intervalo entre dor e dor. Uma simples distração. O amigo vai embora um dia. Chega o dia do desemprego. Da escassez para muitos. Falta de saúde. É a meta que nunca é atingida. É o sonho que nunca se cumpre. E finalmente, a triste morte. E por falar em morte, a imensa maioria dos seres humanos que parte deste mundo se vão em grande dor e agonia. ...

As marcas dos cravos continuam

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Mesmo após a morte e ressurreição de Cristo, mesmo após ele ter estado junto ao Pai, as marcas dos cravos continuaram em seu corpo. Daí, os discípulos terem tido a possibilidade de tocá-las. Assim também é em nossa nova vida com Cristo Jesus. Muitos acham que "a marca dos cravos" deixam de existir. Será? Morremos e ressuscitamos com Cristo, segundo as Escrituras (Romanos 6). Recebemos um novo Espírito que clama Abba Pai em nós (Romanos 8). Mas as marcas dos cravos ainda estão lá... Elas não se vão... É possível "vê-las", "tocá-las", "senti-las"... São as marcas dos sofrimentos, das dores pelas quais passamos nesta vida. De toda angústia e dor, merecidas ou não. Ressuscitar para uma nova vida não significa esquecimento das dores, nem o apagar das marcas, mas sim, uma nova forma de enxergá-las e lidar com elas. Mesmo em meio a toda a angústia, sofrer depois de ressurreto, com uma nova vida em Cristo, não terá o mesmo...

Reflexões acerca de Jó

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"...para apartar o homem do seu desígnio, e livrá-lo da soberba..." (Jó 33.17). J ó tinha muita justiça pela qual se gloriar na presença dos homens. Ele, de fato, era homem justo e bom... Ajudava as viúvas, os órfãos...

Co-participantes do sofrimento de Cristo

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“...pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo” (1 Pedro 4.13). Q uando Pedro escreveu estas palavras, o fez para um público que corria o risco de constantemente ser perseguido por conta de sua adesão ao evangelho. O sofrimento é uma realidade na vida de todos aqueles que unem suas vidas à Cristo, ainda que muitos passem de largo desta realidade.

Glorificar a Cristo através do sofrimento

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"De maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais..." (Filipenses 1.13). A lgo do caráter inabalável de Paulo que nos serve de experiência para os nossos dias é o fato como ele encarava as dificuldades em sua vida como oportunidades para a glória de Cristo. No caso em questão, ele, o apóstolo dos gentios estava preso por conta de sua atividade missionária. Importante salientar que o sofrimento de Paulo não é por algum pecado, ou algum erro que ele tenha cometido, mas sim é por conta de sua própria missão, pois ele diz minhas cadeias "em Cristo". O sofrimento "em nome de Cristo" não trouxe desânimo ao Apóstolo; muito pelo contrário, ele prosseguiu com sua atividade missionária a partir de sua própria situação existencial. E o seu exemplo, na verdade, inspirou a muitos outros, pois conforme ele mesmo prossegue: "e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor pelas minhas alg...