Prostituição espiritual
Um velho amigo, sacerdote que decidiu se tornar barman em Amsterdã, disse certa vez: “não quero ser chamado de ‘pastor’ porque já vi muitos chamados pastores que são prostitutos espirituais que vendem seu amor sob a condição de mudança. Se minha relação com as pessoas, como pastor, é uma pressão sutil para pararem de beber tanto, ou afastarem-se das drogas, serem menos promíscuos, cortarem o cabelo, irem ao tribunal, à igreja ou à prefeitura, ainda não estou realmente com elas, mas com minhas próprias preocupações, sistema de valores e expectativas e me tornei um prostituto degradando meus irmãos e irmãs, transformando-os em vítimas de minhas manipulações espirituais”. Muitos ministros reclamam que ninguém diz “muito obrigado” a eles, que as horas gastas com as pessoas não provocam nenhuma mudança nos outros, que depois e muitos anos de ensino, pregação, aconselhamento, organização e celebração, as pessoas ainda estão apáticas, a igreja ainda é autoritária e a sociedade corrupta. ...