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O conflito católico/protestante pode ser considerado sempre ruim para o cristianismo?

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Não temos dúvida de que guerras por motivos religiosos sempre trazem um grande flagelo, como a conhecida guerra dos trinta anos (que não era, diga-se de passagem, somente religiosa). Após a Reforma Protestante, e os conflitos que daí se seguiram, a maior parte dos países se dividiu também religiosamente, entre católicos e protestantes. Séculos depois de tais acontecimentos, seguiu-se um grande esfriamento da religião. Por exemplo, ninguém pode negar que a religião católica na Espanha, Portugal, França e Itália está em franco processo de decadência . Também na Inglaterra, Holanda, países nórdicos, predominantemente protestantes em sua história, as igrejas estão fechando as portas . Qual seria o motivo de tanto esfriamento da religião na Europa? Claro que, em um primeiro momento, os livros irão nos ensinar que, após o renascimento, reforma e iluminismo, o velho continente entrou em um processo de laicização impossível de retroceder. Entretanto, gostaria de acrescen...

Diálogo com um evangelical que pensou em se tornar cristão Ortodoxo

O trânsito religioso em nosso meio tem sido muito grande. Foi comum, na história religiosa de nosso país, a migração de pessoas oriundas do catolicismo ao protestantismo, das mais variadas vertentes. Entretanto, ultimamente, o contrário também tem ocorrido. Fiz algumas entrevistas, estudos, neste campo, e lembro-me de um diálogo/debate que tive com um amigo de Recife, o Jeferson, que estava pensando, naquele momento, em deixar de ser protestante para se tornar cristão Ortodoxo.

Sobre garrafas e caninhos...

D eus é poesia, é mistério... As religiões tendem a ser garrafas... Entre estas garrafas, há algumas mais bonitas; outras mais feias... No meio evangélico, há garrafas muito feias... Talvez, das mais feias de todas... Ou armários, ou correntes, etc... sei lá... Se o fiel não "rezar" na cartilha da denominação, não se vestir como lhe é determinado, não agir como mandam, não der dízimo. ele está fora da garrafa, portanto, longe de Deus, amaldiçoado... Entretanto, não comungo da idéia de certos intelectuais que entendem que tais fiéis são um bando de pobres, abestados, explorados... Não; penso sinceramente que, não obstante as possíveis perdas que tais fiéis possam ter, eles recebem algo de bom da comunidade ao qual estão inseridos, e que mudou a sua vida. Eles não são burros. Podem estar enganados, em certos pontos, mas burros, não são. Esta não é somente a minha opinião; é também a do padre libertacionista José Comblim (inclusive, mais otimista do que eu) e do sociólogo Ricard...

Até que ponto é preciso crer em dogmas?

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ATÉ QUE PONTO É PRECISO CRER EM DOGMAS? O que precisamos crer, no que realmente precisamos acreditar para sermos bons cristãos/? Antes de iniciar esta reflexão, penso que é importante fazer a seguinte ponderação [1] . Tenho grande respeito pelos dogmas cristãos. Pelo credo apostólicos, pelo niceno-constantinapolitano, pelas Escrituras, pelos símbolos de fé, pelos sacramentos, bela beleza da iconografia dos ortodoxos, pela patrística, pela hinologia reformada, pel pentecostalismo, onde fui formado e criado; enfim, tudo o quanto configure esta fascinante história do cristianismo sobre a face da terra. Tenho grande consideração pelas comunidades evangélicas, uma das quais alegremente pertenço, e que se reúnem ao redor do mundo com tremenda alegria e ardor comunitário, que comunicam sua mensagem ao através, muitas vezes, de comunidades alegres, cantantes, dançantes, etc. Aprecio também a liturgia das chamadas Igrejas Católicas, seja da ala mais modernista, seja da ala mais tradicionalista,...