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Palavra e Sacramento no pensamento de Karl Barth

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“Nos ambientes da Reforma, a igreja sacramental de Roma foi substituída por uma igreja da Palavra. Muito depressa, a pregação tornou-se o centro de gravidade, ficando a celebração do sacramento com um caráter mais restrito. E atualmente, o que vemos? Por um lado, a igreja romana, igreja do sacramento na qual a pregação carece de valor; por outro, a igreja evangélica na qual há também um sacramento, porém, não é parte integrante nem obrigatória do culto. As duas posições são uma espécie de destruição da igreja. O que pode significar uma pregação que não faz referência ao sacramento que deve interpretar? Não vivemos do que o pastor sabe dizer, senão do fato que estamos batizados e de que Deus nos tem chamado. Por demais, tem-se reconhecido esta lacuna em nossos dias e intenta-se preenchê-la por todos os meios possíveis (renovação da liturgia, enriquecimento do culto por meio da música, etc). Contudo, estes paliativos estão fadados ao fracasso desde o começo, pois saem fora do verdadeir...

Da infabilidade das Escrituras II

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D esde os meus primeiros anos em um seminário, ouvia falar muito mal de Karl Barth. Isto porque, segundo meus mestres, Barth dizia que a Bíblia “contém” a Palavra de Deus, e não que “é” Palavra de Deus. Obviamente, fiquei muito tempo sem ler Barth... Ocorre que, passado um tempo, percebi que é Barth, na verdade, que se mantém fiel ao protestantismo, e não os meus mestres... Isto porque, o mencionado teólogo, no meu entender, nada mais faz do que fazer reverberar os próprios ditos de Lutero, o grande reformador. Lutero entendia que a Palavra de Deus é o próprio Cristo, que habitou entre nós, viveu vida de cruz, morreu por nós e ressuscitou. E as Escrituras disso dão testemunho, apontam para este fato, mas não são o fato em si. E Lutero não acreditava na infabilidade total dos textos bíblicos, tanto é duvidou da inspiração da epístola de Tiago do cânon, de trechos de Hebreus e Apocalipse, além dos livros apócrifos (deuterocanônicos, para os católicos). Karl Barth, no meu sentir, tão...