Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Cristo

No princípio, era o Verbo, o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (João 1.1-5)

Imagem
O Evangelho segundo São João é o que possui a mais alta cristologia entre todos. É, por assim dizer, o mais teológico dos evangelhos. Não há parábolas. Há vários diálogos. Os milagres são chamados de sinais, e estes têm o propósito de demonstrar que Jesus é o Filho de Deus. A autoria pertence ao discípulo amado, que na tradição é identificado com o apóstolo João. Vamos fazer uma singela análise dos primeiros cinco versículos, sem a pretensão de que seja um comentário exegético expositivo, pois para isso já há muitas boas obras escritas. Este, é o resumo de uma pregação.   No princípio era o Verbo   Percebe-se aqui um paralelo com o texto de Gênesis 1. Lá, relata-se a Criação. No evangelho, a referência possível a uma nova criação, mas também ressaltando-se que no início de tudo, o Verbo estava presente. Jesus é o agente de uma nova criação, de um novo tempo. Verbo é uma tradução do termo grego “Logos”. Enciclopédias foram escritas discutindo este conceito. Pode...

Jesus, homem de coragem(Marcos 10.32-34)

Imagem
Leitura: Marcos 10.32-34 A presente passagem diz respeito ao terceiro anúncio da paixão feita pelo Senhor nesse evangelho. Consta no versículo 32 que Jesus e seus discípulos estavam "subindo para Jerusalém".  A ideia pode realmente ser geográfica, afinal, Jerusalém se encontra cerca de 800 m acima do nível do mar, e o Templo de Salomão era construído sobre a colina de Sião (cerca de 820 m também acima do nível do mar). Entretanto, também pode estar incluída a ideia de elevação espiritual, e possivelmente estavam indo para a festa relativa à Páscoa. Era em Jerusalém que estavam os mais poderosos e perigosos inimigos de Jesus. O versículo menciona ainda que "Jesus ia a frente dos discípulos". Sim, ele era o líder destemido, determinado, que ia a frente dos seus.  Os discípulos "seguiam tomados de apreensões". Talvez estivessem sentido algo diferente. Algo no olhar do Senhor, no seu silêncio, enfim. Pressentiram que algo talvez não...

A fraqueza de Deus...

S empre recordo-me de um dito de Bonhoeffer acerca da presença de Deus no mundo... O referido teólogo alemão, quando preso em um campo de concentração nazista, e a meditar, entre outras coisas, no sofrimento humano escreveu sobre a fraqueza de Deus, e que a maturidade do cristão exigia que ele aprendesse a viver o abandono do Getsemani, ou seja, como se não houvesse Deus no mundo. Vivos no mundo, mas sem Deus no mundo... E que, se Cristo era a expressão máxima de Deus no mundo, isto significaria que, na cruz, Deus se permitiu ser expulso do mundo! Ou seja, a cruz não foi somente a mensagem de Deus ao mundo, expressando o seu máximo amor! A cruz também foi, em contrapartida, a mensagem do mundo para Deus: "não te queremos mais aqui!!! Fora daqui!!! E o expulsaram do mundo, crucificando-o numa cruz... E o que é pior (ou melhor). Ele deixou. Ele permitiu. O Filho de Deus se permitiu ser crucificado, anulou-se a si mesmo, e deu de si mesmo... Foi a fraqueza de Deus que venceu o mundo....