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Vida Simples

É vergonhoso a um cristão buscar desenfreadamente o acúmulo de bens materiais. Isso porque, se quiser viver conforme o seu Senhor viveu, deverá buscar uma simplicidade em sua vida, para que ela porventura não fique carregada de obstáculos à realização do bem. Há uma corja de pseudo-líderes que têm comportamento pernicioso na sociedade. Tiram muitos recursos materiais dela, em forma de dizimo, ofertas e outras modos de contribuição, e pouco devolvem à comunidade, em forma de ação social e missões.

Do contentamento com as coisas simples - II

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A vida do discípulo deve ser sem avareza e com contentamento: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hebreus 13.5). Tal discurso é um pouco duro em nossos tempos. Quem, por exemplo, fica muito tempo com uma mesma roupa, um mesmo sapato, um mesmo carro, um mesmo emprego, é visto como alguém que não prospera, um acomodado. Entretanto, a confiança do fiel está no Senhor. Ele não deve andar radicalmente ansioso pela conquista dos bens materiais e pela sobrevivência financeira. A vida do cristão está pautada pelos relacionamentos; principalmente, o seu relacionamento de confiança para com Deus. Quando alguém passa a freneticamente viver sua vida na busca dos bens materiais, corre o risco de se desviar da fé: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmo se atormentaram com muitas dores” (1 Timóteo 6.10). Con...

Do contentamento com as coisas simples

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“...tendo sustento e como o que nos vestir, estejamos contentes” (1 Timóteo 6.6) H oje, ensina-se totalmente o contrário para os crentes. Quem tem somente o que comer e o que vestir é ensinado a ficar muito infeliz, um descontente. A se sentir um triste e fracassado, e, além de tudo, um inconformado. Ensina-se a não se contentar com nada, nem com a roupa que se tem, com a casa, com o carro, etc. Nunca se está contente com nada. Envenena-se o povo com o desejo daquelas coisas que nosso Senhor e os apóstolos ensinaram que dificultam ainda mais a entrada no Reino de Cristo e de Deus . Esse é o grande veneno da Teologia da Prosperidade. Antes, se dizia que um rico dificilmente entraria no Reino dos céus. Hoje, que dificilmente os ricos não entrarão, afinal, demonstram que estão agraciados com a benção divina... Este é o grande veneno da mencionada teologia, pois, utiliza-se de todo o linguajar cristão, aceita-se até os dogmas cristãos, mas mamon é o grande inimigo infiltrado... Ist...

O quanto é lícito juntar

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Por isso, ressalto e repito o que tenho entendido deste assunto até aqui, ainda que corra o risco de ser prolixo: o problema não é juntar dinheiro para comprar um carro, sair do aluguel, pagar um curso, investir em uma aplicação, etc; o problema é se vivermos unicamente para isto... E stes dias, em uma de minhas aulas por aí, conversávamos sobre algumas passagens polêmicas do Novo Testamento, notadamente o Sermão da Montanha, ou sermão do monte. Conversávamos sobre qual seria a ética econômica ideal para os discípulos de Cristo. Ou seja, como deve um discípulo lidar com a questão do dinheiro. Aí, surgem dúvidas das mais diversas, e um professor que se preze deve considerá-las todas com seriedade. Entre elas é, diante das desconcertantes palavras de Jesus de não juntarmos riquezas nesta terra, como deveríamos nos comportar? Uma mãe, por exemplo, perguntou-me se era então lícito juntar dinheiro para a futura faculdade da filha. O outro perguntou se era lícito ter caderneta de poup...

A liberdade da simplicidade

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Acabo de ler mais grande livro do escritor Richard Foster. O renomado autor é, em minha opinião, um dos maiores mestres devocionais do protestantismo evangelical. Isto porque, sem nenhum preconceito, ele cita e trabalha com o pensamento de grandes mestres da vida e da espiritualidade cristã de todas as tendências e de todos os tempos. Cita com desenvoltura tanto cristãos ortodoxos do iníciio da Idade Média, quanto místicos latinos da igreja romana do período posterior, tendo também um grande conhecimento, obviamente, da própria espiritualidade evangélica de períodos posteriores. Nesta obra, Foster irá trabalhar a questão da simplicidade, tanto em sua fundamentação teórica, quanto na sua atividade prática. Defende a questão da simplicidade não somente como uma causa cristã, mas também algo que o planeta e nossa sociedade, principalmente Ocidental, precisa desesperadamente. Que a vida cristã deve ser caracterizada pela simplicidade em todos os seus aspectos, tanto interior, quanto ex...