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Diálogo com um evangelical que pensou em se tornar cristão Ortodoxo

O trânsito religioso em nosso meio tem sido muito grande. Foi comum, na história religiosa de nosso país, a migração de pessoas oriundas do catolicismo ao protestantismo, das mais variadas vertentes. Entretanto, ultimamente, o contrário também tem ocorrido. Fiz algumas entrevistas, estudos, neste campo, e lembro-me de um diálogo/debate que tive com um amigo de Recife, o Jeferson, que estava pensando, naquele momento, em deixar de ser protestante para se tornar cristão Ortodoxo.

Anglicanos tornando-se católicos romanos

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A mídia tem noticiado um número significativo de anglicanos que têm se tornado católico romanos. Muitos amigos evangélicos perguntam-me, porque raios tais anglicanos não vão para uma igreja protestante mais tradicional, já que estão insatisfeitos. O fato é que o anglicanismo é composto de diversas tendências, das quais pelo menos três podemos citar. Há anglicanos anglo-católicos, por exemplo. Estes, em tudo assemelham-se aos católico romanos, a não ser pelo fato dos clérigos poderem se casar. Outra tendência é a evangelical, que se aproxima mais dos protestantes. A diferença é que mantém uma eclesiologia católica, não obstante uma soteriologia oriunda da Reforma, por assim dizer, e com uma liturgia mais "light". John Stott, James Packer, N. T. Wright, Robinson Cavalcanti, são alguns anglicanos que representam esta tendência. Há ainda uma tendência mais liberal no anglicanismo, que pode ser vista talvez como um ultra-protestantismo, no aspecto teológico, ainda que se mante...

Maria, por um evangelical

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E sta última quinta feira tive a oportunidade de estar em um evento ecumênico, realizado na Paróquia de São Luiz, aqui em São Paulo, em que um padre católico romano, um ortodoxo e um anglicano discorreram acerca das percepções que cada igreja tinha acerca da Bem Aventurada Mãe de Nosso Senhor. O primeiro a falar foi o padre católico que deu uma boa visão histórica acerca dos diálogos entre a igreja católica e demais igrejas sobre o assunto. Discorreu sobre o diálogo com batistas, pentecostais, metodistas, e sobretudo, anglicanos. Um dos pontos que talvez ele tenha mais dedicado seu tempo foi em uma, por assim dizer, a uma interpretação mais aceitável, dos dogmas mariológicos católico romanos por parte das igrejas oriundas da Reforma. Ao discorrer, por exemplo, acerca do dogma da Assunção de Maria, quis dar a entender de que, muito mais do que uma elevação física dela aos céus, tem muito mais a ver com o fato do próprio Deus assumir os seus, levando-os para junto dele, o que ...