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Mostrando postagens com o rótulo Reflexões Teológicas

Demônico

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...respondíamos diante desta situação a partir de certos conceitos básicos. O primeiro era o conceito de demônico. Nossa interpretação tratava das estruturas demônicas do mal nos indivíduos e grupos sociais. Quando empregamos pela primeira vez o conceito de demônico, por volta dos anos vinte, ninguém o conhecia a não ser em livros de história relacionados com superstições e crenças nos demônios. Empregamos o termo demônico para descrever as estruturas destruidoras em contraposição com os elementos criativos. Esse conceito se baseava na descrição pisciológica dos poderes compulsivos dos indivíduos, e na descrição sociológica segundo a análise marxista da sociedade burguesa... (Paul Tillich, in Perspectivas da Teologia Protestante nos Séculos XIX e XX). Muito se discute nos seminários, e no dia a dia, sobre a existência ou não de seres demoníacos, de seres caídos. Alguns até acham que, caso se chegue a conclusão na inexistência de tais seres diabólicos, acabou de vez a função prát...

As fontes da Teologia Sistemática no pensamento de Paul Tillich

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O teólogo sistemático não pode reivindicar validez para a norma que ele usa, apontando para os pais da igreja, concílios, credos, etc. A possibilidade de que todos estes tenham incorrido em erro dever ser mantida pela teologia protestante com tanta radicalidade quanto Roma afirma o contrário em sua doutrina da infabilidade papal (Paul Tillich).  Este artigo tem como interesse básico refletir sobre o que o autor supramencionado entende que deve servir como fonte do teólogo sistemático protestante em seu trabalho de expor os conteúdos da fé cristã. Em meio a tanto fundamentalismo e radicalismo existente hoje no meio protestante/evangélico, talvez seja interessante fazermos uma reflexão sobre o tema supracitado tomando como base o pensamento deste renomado teólogo alemão em sua grande obra Teologia Sistemática, que no Brasil foi publicada pela primeira vez pela Editora Sinodal em parceria com as Edições Paulinas. Segundo Paul Tillich, a teologia “é a explanação metódica...

A divindade de Jesus

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B oa parte da controvérsia teológica cristã do passado girou em torno da discussão acerca da verdadeira natureza de Jesus. Seria ele meramente humano? Seria ele divino? As duas coisas? Nenhuma delas? Havia os que tinham grande respeito por Jesus, mas entendiam que era somente um homem, como mais um dos profetas. Outros, entendiam que Jesus não era humano, mas só tinha uma aparência de humanidade, sendo um ser espiritual. Entre tais concepções, havia muitas outras. Parte destes grupos considerou Jesus como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Duas naturezas, uma única pessoa. Ao que parece, esta se tornou a posição majoritária durante os séculos. Hoje a controvérsia ainda existe. Para os muçulmanos, por exemplo, Jesus não é Deus. Nem os mórmons, testemunhas de Jeová, espíritas, budistas, entre outros, aceitam sua divindade. Os que permanecem fiéis à confissão da divindade de Jesus são cristãos ortodoxos, católico romanos e protestantes, mas isso, se seguirem o pensamento tra...

É o arminianismo antropocêntrico?

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O arminianismo ficou conhecido como o conceito teológico que não aceita o dogma calvinista de que Deus predestinou os eleitos para a salvação e deixou que todos os demais seguissem o seu curso natural para a perdição. Ou seja, os arminianos creem que é possível rejeitar a graça de Deus, que a eleição é um conceito mais corporativo que individual, e que o amor de Deus é para todos, e não somente para um grupo de eleitos. A acusação então que se faz contra a teologia arminiana é que ela é antropocêntrica, ou seja, centrada no homem, pois é este em última instância que "decidirá" se será salvo ou não. De fato, o arminianismo confere alguma participação humana no que concerne a salvação, daí, muitos o acusarem de semi-pelagianismo (acusação esta que discordamos, pois tal concepção indica que primeiro o homem tem que dar "um passo para Deus" para que este possa vir ao seu encontro, e Armínio nunca ensinou isso). Mas daí a dizer que o arminianismo é antrop...