Palavra e Sacramento no pensamento de Karl Barth

“Nos ambientes da Reforma, a igreja sacramental de Roma foi substituída por uma igreja da Palavra. Muito depressa, a pregação tornou-se o centro de gravidade, ficando a celebração do sacramento com um caráter mais restrito. E atualmente, o que vemos? Por um lado, a igreja romana, igreja do sacramento na qual a pregação carece de valor; por outro, a igreja evangélica na qual há também um sacramento, porém, não é parte integrante nem obrigatória do culto. As duas posições são uma espécie de destruição da igreja. O que pode significar uma pregação que não faz referência ao sacramento que deve interpretar? Não vivemos do que o pastor sabe dizer, senão do fato que estamos batizados e de que Deus nos tem chamado. Por demais, tem-se reconhecido esta lacuna em nossos dias e intenta-se preenchê-la por todos os meios possíveis (renovação da liturgia, enriquecimento do culto por meio da música, etc). Contudo, estes paliativos estão fadados ao fracasso desde o começo, pois saem fora do verdadeir...