Reflexões sobre teologia, espiritualidade cristã e outros fatos da vida
Ricardo Bitum: o que os pentecostais fizeram com o evangelho
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O Pr. Ricardo Bitun reflete acerca do neopentecostalismo. É uma verdadeira aula. Vale a pena ser assistido, por aqueles que desejam entender um pouco melhor o fenômeno pentecostal.
Houve três Herodes que foram mencionados no Novo Testamento. O primeiro foi Herodes, o Grande , também conhecido como aquele que mandou matar as crianças quando do nascimento de Jesus. Outro, foi Herodes Antipas , que viveu na época de João Batista, e que mandou a este degolar, após fazer uma promessa irrefletida à filha da mulher que tomara de Felipe. O outro foi Hedores Agripa , o que mandou degolar o apóstolo Tiago, prendeu Pedro, e depois morreu por juízo divino. Mas o que é interessante é a informação em Atos 13, de que Manaém era líder da igreja em Antioquia, e que era colaço (irmão de criação) de Herodes, provavelmente, do Antípas. Isso significa que mesmo de dentro da casa de pessoas tão perversas, Deus pode suscitar um filho seu. Todos os Herodes foram, em maior ou menor grau, tiranos, assassinos e imorais, mas ainda assim, um dos seus foi ganho para a causa de Cristo! Podemos aprender algumas lições: Primeiramente, não é porque nascemos em uma família ruim, q...
Os cristãos durante os séculos têm se dividido em relação a qual será o destino dos ímpios após a morte. Serão jogados em um inferno eterno? Serão aniquilados? Ou serão completamente restaurados no final do tempos? Geralmente são analisadas diversas passagens bíblicas e se procura chegar a uma conclusão. Iminentes teólogos já defenderam todas as posições. Quem defende a primeira posição usa um texto como o de Mateus 25.46: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna". Dizem que Jesus foi quem mais falou sobre inferno (Ex: Mt 5.22; Mt 10.28; Mt 23.33, Lc 12.5; Lc 16.23; etc). Entre outros argumentos dizem que todo pecado é cometido contra um Deus eterno, logo, o castigo tem que ser eterno. A igreja católica e a maioria dos evangélicos e cristãos ortodoxos, no momento, parecem defender que realmente existe um inferno eterno em que todos os que rejeitaram o amor e o perdão de Deus serão lançados. A segunda posição conhecida como ani...
O diálogo abaixo espelha com relativa exatidão um diálogo que tive com um amigo ateu, algum tempo atrás: ATEU: Eu acreditaria em Deus caso Ele aparecesse e dissesse: “olha eu aqui, eu existo!” CRISTÃO: Aparecesse... Como assim? ATEU: Sei lá; abrisse um buraco no céu, viesse um “rostão”, uma “mãozona”, e dissesse “Eu sou Deus, eu criei vocês! CRISTÃO: Mano. Acho que você está com saudades daquelas séries “ultraman”, “ultraseven”, ou coisa do tipo... ATEU: Não, é sério cara. Tinha que ter uma prova empírica, real da presença dele para eu acreditar. CRISTÃO: Cara. Eu acho que se aparecesse um gigante do céu, dizendo que é Deus.... Pensa bem. Você não iria acreditar. Rapidamente, seu ceticismo iria criar outras hipóteses, etc; e você duvidaria que seria Deus. Poderia ser um extraterrestre, um truque de luzes, etc. ATEU: É verdade, cara! Você tem razão. Eu duvidaria mesmo. CRISTÃO: Eu, particularmente, acho difícil que seja possível uma prova empírica de ...
pixabay "Acolhei ao que é débil na fé, não porém, para discutir opiniões" (Romanos 14.1) Débil significa fraco. Alguém com uma mente muito escrupulosa, que pode se ofender com facilidade. No contexto da epístola aos romanos, parece dizer respeito aos que eram mais apegados às regras e prescrições alimentares, que achavam que uma pessoa poderia pecar se comesse determinados alimentos (Rom 14.3). Também parecia estar associada a questão da guarda de determinados dias (Rom 14.5). Paulo ensina que devemos acolher os tais. Acolher significa receber com o coração e inserir no grupo de amigos . Ou seja, é para considerar estas questões como secundárias e não impeditivas para que haja comunhão. Paulo diz para não discutir opinião, no sentido de "não forçar" em cima do fraco. Em minha experiência pessoal, tenho visto que temos a tendência de querer que o outro se conforme com todas as nossas opiniões e práticas. E quem não concorda conosco logo despreza...
Seguem abaixo algumas passagens acerca do livro arbítrio nos cânones do Concílio de Trento. 814. Cân. 4. Se alguém disser que o livre arbítrio do homem, movido e excitado por Deus, em nada coopera para se preparar e se dispor a receber a graça da justificação - posto que ele consinta em que Deus o excite e o chame - e que ele não pode discordar, mesmo se quiser, mas se porta como uma coisa inanimada, perfeitamente inativa e meramente passiva - seja excomungado [cfr. n° 797]. 815. Cân. 5. Se alguém disser que o livre arbítrio do homem, depois do pecado de Adão, se perdeu, ou se extinguiu, ou que é coisa só de título, ou antes, titulo sem realidade, e enfim, uma ficção introduzida na Igreja por Satanás - seja excomungado [cfr. n° 793 e 797]. Tais artigos foram elaborados claramente contra a fé reformada. Alguns anos após Calvino, um de seus discípulos, Jacob Armínius negou a doutrina da predestinação dos eleitos, conforme elaborada po seu meste. Há uma substânci...
Há um tipo de gente egoísta que talvez seja um dos que causam mais frustração no convívio social, que é o crente egoísta. Como descrever tal ser em miúdos? Bom. Geralmente, é uma pessoa que tem boa conduta social e familiar. Ele não rouba, não bebe, não fuma, não fala tão mal da vida alheia, é trabalhador. Ele também é um bom poupador, planejador, tem uma família bacana. Ele mesmo é uma pessoa muitas vezes legal! Enfim, ele tá “muito bem na fita”! Este tipo de crente assimilou basicamente a ética protestante de conduta. E, sem dúvida nenhuma, haja vista a racionalidade de tal ética, ele prospera em sua vida. Mas aí é que está o problema. Ele está tão bem que não se envolve mais com a vida alheia. Não se envolve mais com as dores das pessoas. Ele se isolou. Ele procurou uma igreja numerosa da qual ele possa entrar e sair, e ninguém sentir a sua falta. Ou então ele até mesmo deixou de ir à igreja. A prosperidade de tal crente é voltada somente para ele me...
A foto em questão é de um padre ortodoxo e sua família. Eu a retirei da página do facebook Cristianismo Ortodoxo . A Igreja Ortodoxa entende a si mesma como fiel continuadora das tradições deixadas pelos apóstolos e pais da igreja. É uma fé muito bonita, com uma tradição muito rica, e que se separou de Roma no ano de 1054 (na verdade, os cristãos ortodoxos entendem que, quem se separou foi Roma). Seus principais patriarcados eram Constantinopla, Antioquia, Alexandria e Jerusalém. Hoje, a mais forte representante da Ortodoxia é a Igreja Russa. Fato é que, olhando para a história da Igreja Ortodoxa, não há, de modo geral, nada parecido com o que ocorreu no Ocidente relativo à Reforma Protestante. Porque será? De início, já digo que esta simples meditação não visa de modo algum esgotar o tema, mas somente fazer conjecturas do porque não terem surgido reformadores conforme os que existiram no ocidente. Faço esta reflexão de forma mais respeitosa possível. Seguem portanto, ...
Estes dias, alguém me perguntou porque Jesus foi tão radical ao ponto de dizer que as prostitutas precederiam os religiosos no Reino dos céus. Realmente, é uma questão bastante chocante, um dito bem radical da parte de Nosso Senhor. Daí, me pus a pensar no assunto. Não sei se esgoto o tema, ou ao menos se acerto, mas pelo menos tento... É muito fácil tornar-se um bom religioso, mas ao mesmo tempo uma pessoa centrada em si mesma. Como assim? Explico.
É provavelmente o mais comentado dentre todos os evangelhos. Considerado de muita profundeza devocional, espiritual e teológica dentre todos. O evangelho preferido de Lutero. Autoria : Formalmente anônimo, assim como os demais evangelhos. É uma testemunha ocular (João 1.14). A escola tradicional entende que foi João, filho de Zebedeu. A referência em João 21.24-25 parece apontar para o “discípulo a quem Jesus amava” (13.23; 19.26; 20.2; 21.7,20). A primeira testemunha que indica que João foi o autor é Irineu , e ele já está no segundo século. Entretanto, é uma testemunha muito importante, pois segundo a tradição, ele, Irineu, foi discípulo de Policarpo, e este, do próprio apóstolo João, e tal autoria foi aceita por diversos outros teólogos primitivos, que eram bem críticos e rígidos em suas análises, conforme afirmam muitos estudiosos (Tertuliano, Orígenes, Clemente de Alexandria, etc). A controvérsia surge pelo fato deste evangelho ter sido o preferido dos gnósti...
H á algum tempo, li em um site calvinista radical em que se duvidava da possibilidade da salvação de um cristão arminiano/wesleyano. Isto porque, para alguns calvinistas, a salvação, conforme exposta pelo arminianismo, seria pelas obras, e não somente pela graça de Deus.
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