O amor não é sentimento, é mandamento

O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.
(João 15.12-14)


O amor não é sentimento, é mandamento. Muitas vezes não estaremos sentindo a vontade de amar, entretanto, isso não me afasta da responsabilidade de cumprir o mandamento. Sentimentos vêm depois. Luther King chegou a dizer: "Deus me manda amar, não necessariamente gostar de alguém". Não era possível gostar dos homens racistas que o agrediam. Isso porque, gostar envolve empatia, sentimento, desejo, relacionamento; amar, é mandamento, independe (ou pelo menos deveria independer) do que estou sentindo. Devemos ser capazes de amar alguém mesmo quando não gostamos de tal pessoa. Se isso deve ser verdade para com as pessoas más, quanto mais para com nosso irmão em Cristo.

O paradigma do mandamento dado é o próprio Jesus, pois ele disse "assim como eu vos amei". Jesus dedicou uma vida àquela pequena comunidade de discípulos e depois morreu por ela, não perdendo nenhum deles, somente o filho da perdição. Assim também somos ordenados a amar: "assim como eu vos amei".

Dar a vida, portanto, não é necessariamente e apenas morrer por alguém. Isso também. Mas é também dar, dedicar uma vida a esse alguém. Dedicar nossa vida com um serviço humilde, abnegado, dedicado à comunidade que o Senhor nos inseriu. E esse é o sinal da verdadeira amizade com Deus, a nossa disposição de amar o nosso irmão, pois ele disse que seríamos amigos dele se fizéssemos o que ele nos manda. Isso porque, o que Jesus quer é que a igreja seja uma comunidade de amigos. Simples assim. Tudo o que ele nos manda é amar como ele nos amou. 

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