Não destruas a obra de Deus por causa da comida - uma reflexão acerca de romanos 14.20

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Não é incomum surgirem contendas no seio da igreja. Opiniões diferentes muitas vezes dividem os membros.

No contexto do capítulo 14 de romanos, a discussão dizia respeito à comer determinados alimentos e havia dois partidos, basicamente: um que dizia que se poderia comer de tudo, e outros que tinha restrições alimentares, não por questões gastronômicas, mas sim cultuais.

O grupo dos fortes (que diziam que tudo era puro) estavam começando a agir sem escrúpulos, no sentido de não se importar com a consciência dos fracos (para quem alguns alimentos eram impuros). Agindo assim eles poderiam "destruir a obra de Deus". Neste contexto, significa destruir a própria comunhão cristã, a igreja que o Senhor tanto ama e edifica.

Ou seja, embora os fortes tivessem razão teórica (afinal, no Senhor, nada é impuro, conforme o próprio Paulo se identifica em romanos 14.14), tinham uma prática equivocada, pois não estava alicerçada no amor fraternal.

Por isso, se comer, beber ou fazer qualquer outra coisa ia na contramão de tal fraternidade, deveria ser evitado, pois comer ou deixar de comer algo não é tão importante quanto à paz, justiça e alegria no Espírito Santo. Ou seja, a minha posição pessoal não deve ser mais importante do que a fraternidade comunitária.

Logo, tudo o que se realiza em comunidade deve gerar comunhão, edificação e aproximação, e não tristeza. Ninguém deve impor seus secundários pontos de vista aos seus irmãos, notadamente no que diz respeito ao comer e ao beber. Cada qual deve viver conforme sua consciência, e ter suas convicções entre si mesmo e Deus, mas em tudo buscar a comunhão e o amor.

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