Dízimos, ofertas e os pobres

Se os evangélicos falassem em ajudar os pobres e os necessitados com a metade da frequência que falam na obrigatoriedade dos dízimos e ofertas, já teriam mudado este país, e talvez, conquistado a simpatia do mundo. Afinal, não é assim que disse o mestre, que, "vendo nossas obras, glorificariam ao Pai que esta no céu"? Não foi o mestre que disse: "Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão nem a traça consome" (Lucas 12.33)? O problema do nosso fundamentalismo é que somos fundamentalistas em alguns textos; em outros somos bem liberais... Toda a Igreja que prega a obrigatoriedade dos dízimos e ofertas para os seus membros tem a obrigatoriedade de possuirem em seus quadros um programa de ação social, visto que, no próprio Antigo Testamento se havia o Dízimo do Pobre, o dia do Perdão (não faz sentido falar de uma coisa sem falar a outra), entre outras medidas de ajuda aos carentes. E os santos apóstolos pegavam as ofertas que eram depositadas aos seus pés e distribuiam aos que tinham necessidade. É interessante ver como no cristianismo primitivo, eclesia e justiça distributiva caminhavam juntos. Se lermos a história de São Basílio e São João Crisóstomo veremos o serviço que prestaram aos mais necessitados de seu tempo...

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