Instituição e experiência religiosa

"...descrever a experiência religiosa tomando suas cristalizações instituiconais e dogmáticas como ponto de referência é o mesmo que tentar compreender a vida através do cadáver. Existe um abismo entre as formas reificadas de religião e a experiência que lhes deu origem. Poder-se-à compreender o amor pela instituição do casamento? Poderá reduzir-se o amor à instituição casamento? O mesmo podemos dizer da infinita distância que separa a experiência religiosa, essencialmente emocional e existencial, dos objetos que eventualmente surgiram desta experiência".


(ALVES, Rubem. O enigma da religião. Papirus. p. 160).


Indagações: a instituição estará sempre condenada a negar a primeira experiência religiosa de cada qual? Mas se ela a nega, significa que não pode auxiliar a reproduzi-la na vida de outras pessoas? A instituição, em si, qualquer que seja, sempre irá negar a essência da religião, no nosso caso, a cristã? O amor não pode ser reduzido à instituição casamento, mas, um casamento instituído não pode expressar o amor?

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