sábado, 25 de dezembro de 2010

Seguir a Cristo


“Quem não toma a sua cruz e não vem após mim, não é digno de mim” (Mateus 10.38).


Quando Jesus estave entre nós, os homens que queriam segui-lo, literalmente, abandonavam tudo e o seguiam. Simples assim.
E hoje. O que fazer se quisermos segui-lo?
Esta pergunta é pertinente, porque há muitas vozes no mundo, muitos mestres, muitas igrejas, confundindo a cabeça de muitas pessoas.
Minha pretensa resposta será somente um ensaio, uma provocação, traçada em linhas gerais, e penso que seguirá um rumo muito mais intuitivo do que teológico.
Em primeiro lugar, aquele que quer seguir Jesus precisa simplesmente expressar o desejo de segui-lo. Precisa ter o desejo, enfim, de dizer como Paulo, “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Este é, em minha opinião, o primeiro passo. O sentimento profundo, um desejo insaciável de segui-lo.
Em segundo lugar, aqueles que querem seguir Jesus precisam estar atentos à forma como Ele vem descrito nos Evangelhos, e nas Escrituras, principalmente no Novo Testamento, de modo geral. E aqui, já precisamos expressar nossa profunda confiança na Igreja, nesta multidão de peregrinos, de cristãos, de homens e mulheres de Deus que preservaram as Escrituras através destes dois mil anos de cristianismo. De forma geral, você jamais chegaria ao Jesus ali descrito se não fosse pela Igreja, e aqui, Igreja entendida em seu sentido mais amplo, de povo de Deus. Uma verdadeira sucessão apostólica de pregação e entrega (paradosis) da palavra de Deus. Mesmo o leitor solitário da Bíblia depende profundamente da Igreja para meditar na vida de Jesus.
Alguns poderão querer consultar outras fontes, como os evangelhos chamados gnósticos ou a literatura apócrifa para verificar se querem seguir o Jesus descrito naqueles textos. Há, sem duvida nenhuma, muita riqueza descrita ali, muita coisa interessante; eu mesmo tenho uma coleção destes escritos. Por isso, posso dizer com tranqüilidade que os tais não traduzem a mesma riqueza acerca de Cristo que os nossos quatro evangelhos.
Em terceiro lugar, é preciso estar atento aos homens que também estão em busca do mesmo propósito, e que caminham na fé antes de ti. Paulo incentivou aos seus leitores serem “seus imitadores como ele foi de Cristo” (1 Coríntios 11.1). Há muitas pessoas que antes de nós buscaram imitar, seguir o mestre. É sinal de humildade estar atento à vida destas pessoas. Jesus nunca permitiu que deixasse de existir homens e mulheres que lhe fossem fiéis. Não seguir ninguém dá mostras de arrogância e orgulho espiritual; é sinal de que se está realmente muito perdido. Precisamos de pessoas a quem nos espelhar, a imitar mesmo. As vezes, podemos não concordar com tudo o quanto alguém nos diz e vive, mas precisamos estar atentos, e “procurar ao Cristo” na vida das pessoas. Certamente, encontraremos muito de Cristo na vida das pessoas que nos cercam, e vivem segundo este mesmo propósito, de seguir a Jesus. E é a profunda leitura e meditação nas Escrituras que nos dará discernimento em reconhecer o quanto há de Jesus na vida dos nossos irmãos, e que é digno de imitação e seguimento.
Obviamente, tal meditação não esgota o tema; entretanto, se pudesse resumir, intuitivamente, o que entendo ser tal seguimento, diria que é o profundo desejo de segui-lo, andar com ele, agir como ele, associada a uma profunda meditação na sua vida, conforme descrito nas Escrituras de modo geral, em especial no Novo Testamento (sei que corro o risco de alguma superficialidade aqui), e associar-se à pessoas que têm o mesmo propósito, pois não é uma busca solitária. Claro; faltou falar da ajuda dos meios de graça, dos sacramentos, do Sento Espírito, entre outras coisas, enfim, mas isto o faremos se o Senhor assim o permitir.

Senhor Jesus. Nos dê sabedoria, força e coragem para que possamos aprender a te seguir, a viver a tuda vida, a expressar o seu amor, para que o Senhor seja reconhecido em nós. É em teu nome, que oramos, agradecidos. Amém.

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